Sotapanna - Aquele que Entrou na Correnteza

Um Guia de Estudo preparado por Thanissaro Bhikkhu


ndice:

 


Introduo

Associar-se com pessoas verdadeiras um fator para entrar na correnteza.
Ouvir o verdadeiro Dhamma um fator para entrar na correnteza.
Ateno com sabedoria um fator para entrar na correnteza.
Prtica de acordo com o Dhamma um fator para entrar na correnteza.
[SN LV.5]

Entrar na Correnteza (Sotapanna) o primeiro dos quatro nveis do Despertar ou Libertao, Iluminao. Esta denominao tem origem no fato de que a pessoa que tenha conquistado este nvel entrou na correnteza que flui inevitavelmente em direo a Nibbana. A pessoa obtm a certeza de alcanar o pleno Despertar em no mximo sete vidas e nesse meio tempo tem a garantia de que no ir renascer em nenhum dos planos inferiores.

Os trechos dos suttas aqui apresentados, organizados em torno dos quatro fatores mencionados acima, tratam de questes de interesse para todos meditadores, independente se o objetivo da sua prtica de alcanar o Despertar. Como voc pode reconhecer um mestre digno de confiana? Como voc pode distinguir o verdadeiro Dhamma do falso Dhamma? Quais so as recompensas obtidas em ouvir o verdadeiro Dhamma? Quais perguntas voc se deveria fazer no transcurso da prtica? Que tipo de prtica est de acordo com o Dhamma? Que tipo de qualidades voc precisa desenvolver para obter o mximo benefcio da sua prtica?

* * *

Kapadika Bharadvaja: Mas de que forma, Mestre Gotama, ocorre a descoberta da verdade? De que forma uma pessoa descobre a verdade? Ns perguntamos ao Mestre Gotama sobre a descoberta da verdade.

O Buda: Aqui, Bharadvaja, um bhikkhu pode estar vivendo na dependncia de algum vilarejo ou cidade. Ento um chefe de famlia ou o filho de um chefe de famlia vai at ele e o examina com relao a trs tipos de estados: em relao aos estados baseados na cobia, em relao aos estados baseados na raiva e em relao aos estados baseados na deluso: Nesse venervel existe algum estado baseado na cobia de tal forma que com a mente obcecada por esse estado e apesar de no saber, ele possa dizer, Eu sei, ou sem ver, ele possa dizer, Eu vejo, ou ele possa incitar os outros a agirem de forma a causar o seu prprio dano e sofrimento por muito tempo? Ao examin-lo ele chega concluso: No existem estados baseados na cobia neste venervel. O comportamento corporal e o comportamento verbal deste venervel no so aqueles de algum afetado pela cobia. E o Dhamma que este venervel ensina profundo, difcil de ser visto e difcil de ser compreendido, pacfico, sublime, que no pode ser alcanado pelo mero raciocnio, sutil, para ser experimentado por um sbio. Este Dhamma no pode ser facilmente ensinado por algum afetado pela cobia.

Ao t-lo examinado e visto que ele est purificado de estados baseados na cobia, ele em seguida o examina com relao a estados baseados na raiva: Nesse venervel existe algum estado baseado na raiva de tal forma que com a mente obcecada por esse estado e apesar de no saber, ele possa dizer, Eu sei, ou sem ver ele possa dizer, Eu vejo, ou ele possa incitar os outros a agirem de forma a causar o seu prprio dano e sofrimento por muito tempo? Ao examin-lo ele chega concluso: No existem estados baseados na raiva neste venervel. O comportamento corporal e o comportamento verbal deste venervel no so aqueles de algum afetado pela raiva. E o Dhamma que este venervel ensina profundo, difcil de ser visto e difcil de ser compreendido, pacfico, sublime, que no pode ser alcanado pelo mero raciocnio, sutil, para ser experimentado por um sbio. Este Dhamma no pode ser facilmente ensinado por algum afetado pela raiva.

Ao t-lo examinado e visto que ele est purificado de estados baseados na raiva, ele em seguida o examina com relao a estados baseados na deluso: Nesse venervel existe algum estado baseado na deluso de tal forma que com a mente obcecada por esse estado e apesar de no saber, ele possa dizer, Eu sei, ou sem ver ele possa dizer, Eu vejo, ou ele possa incitar os outros a agirem de forma a causar o seu prprio dano e sofrimento por muito tempo? Ao examin-lo ele chega concluso: No existem estados baseados na deluso neste venervel. O comportamento corporal e o comportamento verbal deste venervel no so aqueles de algum afetado pela deluso. E o Dhamma que este venervel ensina profundo, difcil de ser visto e difcil de ser compreendido, pacfico, sublime, que no pode ser alcanado pelo mero raciocnio, sutil, para ser experimentado por sbio. Este Dhamma no pode ser facilmente ensinado por algum afetado pela deluso.

Ao t-lo examinado e visto que ele est purificado de estados baseados na deluso, ento ele deposita f nele; cheio de f ele o visita e o homenageia; ao homenage-lo, ele lhe d ouvidos; ao dar ouvidos, ele ouve o Dhamma; ao ouvir o Dhamma, ele o memoriza e examina o significado dos ensinamentos que ele memorizou; ao examinar o significado, ele aceita esses ensinamentos com base na reflexo; ao obter a aceitao desses ensinamentos baseado na reflexo, a aspirao brota; ao brotar a aspirao, ele aplica a sua vontade; ao aplicar a sua vontade, ele examina cuidadosamente; ao examinar cuidadosamente, ele se esfora; com esforo decidido, ele realiza com o corpo a verdade suprema, vendo-a e penetrando-a com sabedoria. Dessa forma, Bharadvaja, ocorre a descoberta da verdade; dessa forma uma pessoa descobre a verdade; dessa forma descrevemos a descoberta da verdade. Mas ainda no existe a chegada final verdade.

Kapadika Bharadvaja: Dessa forma, Mestre Gotama, ocorre a descoberta da verdade; dessa forma uma pessoa descobre a verdade; dessa forma ns reconhecemos a descoberta da verdade. Mas de que forma, Mestre Gotama, ocorre a chegada final verdade? De que forma uma pessoa chega finalmente verdade? Ns perguntamos ao Mestre Gotama sobre a chegada final verdade.

O Buda: A chegada final verdade, Bharadvaja, encontra-se na repetio, desenvolvimento e cultivo dessas mesmas coisas. Dessa forma, Bharadvaja, ocorre a chegada final verdade; dessa forma uma pessoa chega finalmente verdade; dessa forma descrevemos a chegada final verdade.

[MN 95]  

 


Associar-se com Pessoas Verdadeiras

Com relao a fatores externos, eu no vejo nenhum outro nico fator como a amizade com pessoas admirveis que faa tanto por um bhikkhu em treinamento, que ainda no atingiu o objetivo, mas que permanece decidido a alcanar a insupervel libertao do apego. Um bhikkhu que tem amizade com pessoas admirveis abandona o que no hbil e desenvolve o que hbil.

Um bhikkhu que tenha pessoas admirveis
como amigos
- que os honra, os respeita,
que faz aquilo que os amigos lhe aconselham -
com ateno plena e plena conscincia,
realiza passo a passo
    a eliminao de todos os grilhes.

[It.17]  

Venervel senhor, isto metade da vida santa, ter pessoas admirveis como bons amigos, companheiros e camaradas.

No diga isso, Ananda. No diga isso, Ananda. Isso toda a vida santa, Ananda, isto , ter pessoas admirveis como bons amigos, companheiros e camaradas. Quando um bhikkhu tem pessoas admirveis como bons amigos, companheiros e camaradas, de se esperar que ele desenvolva e se dedique ao nobre caminho ctuplo.

E como, Ananda, um bhikkhu, que tem pessoas admirveis como bons amigos, companheiros e camaradas, desenvolve e se dedica ao nobre caminho ctuplo? Aqui, Ananda, um bhikkhu desenvolve o entendimento correto, que tem por base o afastamento, o desapego e a cessao, que amadurece no abandono. Ele desenvolve o pensamento correto ... linguagem correta ... ao correta ... modo de vida correto ... esforo correto ... ateno plena correta ... concentrao correta, que tem por base o afastamento, o desapego, a cessao, que amadurece no abandono. Assim como um bhikkhu, que tem pessoas admirveis como bons amigos, companheiros e camaradas, desenvolve e se dedica ao nobre caminho ctuplo.

E seguindo esse mtodo, Ananda, tambm possvel compreender como toda a vida santa ter pessoas admirveis como bons amigos, companheiros e camaradas: contando comigo como um bom amigo que os seres sujeitos ao nascimento se libertam do nascimento, que os seres sujeitos ao envelhecimento se libertam do envelhecimento, que os seres sujeitos morte se libertam da morte, que os seres sujeitos tristeza, lamentao, dor, angstia e desespero se libertam da tristeza, lamentao, dor, angstia e desespero. Seguindo esse mtodo, Ananda, possvel compreender como toda a vida santa ter pessoas admirveis como bons amigos, companheiros e camaradas.

[SN XLV.2]  

E o que significa ser consumado em convico? o caso em que um nobre discpulo tem convico, est convencido da iluminao do Tathagata: 'De fato, o Abenoado um arahant, perfeitamente iluminado, consumado no verdadeiro conhecimento e conduta, bem-aventurado, conhecedor dos mundos, um lder insupervel de pessoas preparadas para serem treinadas, mestre de devas e humanos, desperto, sublime. A isto se denomina ser consumado em convico.

"E o que significa ser consumado em virtude? o caso em que um nobre discpulo se abstm de matar, se abstm de roubar, se abstm de conduta sexual imprpria, se abstm de mentir, se abstm de tomar vinho, lcool e outros embriagantes que causam a negligncia. A isto se denomina ser consumado em virtude.

"E o que significa ser consumado em generosidade? o caso em que um nobre discpulo permanece em casa com uma mente desprovida da mcula da avareza, espontaneamente generoso, mo aberta, que se delicia com a renncia, devotado caridade, deliciando-se em dar e compartir. A isto se denomina ser consumado em generosidade.

"E o que significa ser consumado em sabedoria? o caso em que um nobre discpulo tem sabedoria, com a completa compreenso da origem e cessao - nobre, penetrante, que conduz ao fim do sofrimento. A isto se denomina ser consumado em sabedoria.

[AN VIII.54]  

Para a pessoa que transgride em uma coisa, eu lhes digo, no haver nenhum mal que ela no possa cometer. Qual coisa? Isto: dizer uma mentira de forma deliberada.

A pessoa que mente,
que transgride nesta nica coisa,
sem tomar em conta o prximo mundo:
    no existe mal
        que ela no possa cometer.

[It.25]  

"Vale a pena ter um amigo que possui estas trs qualidades. Quais trs? Ele d o que difcil de dar. Ele faz o que difcil de fazer. Ele aguenta pacientemente o que difcil de aguentar. Vale a pena ter um amigo que possui estas trs qualidades."

[AN III.135]  

Estas trs coisas foram prescritas pelas pessoas sbias, por pessoas que so verdadeiramente boas. Quais trs? Generosidade a vida santa prestar assistncia me e ao pai. Estas trs coisas foram prescritas pelas pessoas sbias, por pessoas que so verdadeiramente boas.

[AN III.45]  

"E qual o nvel da pessoa falsa? Uma pessoa falsa ingrata, no reconhece a ajuda que lhe dada. Essa ingratido, essa falta de reconhecimento o costume entre as pessoas falsas. Isto est totalmente de acordo com o nvel das pessoas falsas.

"E qual o nvel da pessoa verdadeira? Uma pessoa verdadeira grata, e reconhece a ajuda que lhe dada. Essa gratido, esse reconhecimento o costume entre as pessoas verdadeiras. Isto est totalmente de acordo com o nvel das pessoas verdadeiras."

[AN II.32]  

" vivendo junto com uma pessoa que a sua virtude pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria.

" lidando com uma pessoa que a sua pureza pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria.

" atravs da adversidade que a tolerncia de uma pessoa pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria.

" atravs da discusso que a sabedoria de uma pessoa pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria.

[1] " vivendo junto com uma pessoa que a sua virtude pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria. Assim foi dito e em referncia a que foi dito isto?

" o caso em que um indivduo, atravs da convivncia com outro, descobre o seguinte: Por um longo tempo esta pessoa atravs das suas aes tem sido despedaada, quebrada, manchada, suja. Ela no tem sido consistente nas suas aes. Ela no pratica consistentemente de acordo com os preceitos. Ela uma pessoa sem princpios, no uma pessoa virtuosa, com princpios. E ento existe o caso em que um indivduo, atravs da convivncia com outro, descobre o seguinte: Por um longo tempo esta pessoa atravs das suas aes no tem sido despedaada, quebrada, manchada, suja. Ela tem sido consistente nas suas aes. Ela pratica consistentemente de acordo com os princpios. Ela virtuosa, uma pessoa de princpios, no uma pessoa sem princpios.'

" atravs da convivncia com uma pessoa que a sua virtude pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria. Assim foi dito e em referncia a isso que foi dito.

[2] '" lidando com uma pessoa que a sua pureza pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria. Assim foi dito e em referncia a que foi dito isto?

" o caso em que um indivduo, por lidar com outro, descobre o seguinte: Esta pessoa lida de uma forma com uma pessoa, de outra forma com duas pessoas, de outra forma com trs pessoas, de outra forma com muitas. As suas primeiras negociaes no esto em harmonia com as subsequentes. Ela impura no seu comportamento, no pura. E ento existe o caso em que um indivduo, por lidar com outro, descobre o seguinte: a forma como essa pessoa lida com uma pessoa, a mesma forma como ele lida com duas, com trs, com muitas. As suas primeiras negociaes esto em harmonia com as subsequentes. Ela pura no seu comportamento, no impura.

" lidando com uma pessoa que a sua pureza pode ser conhecida, e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria. Assim foi dito e em referncia a isso que foi dito.

[3] " atravs da adversidade que a tolerncia de uma pessoa pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria. Assim foi dito e em referncia a que foi dito isto?

" o caso em que um indivduo, sofrendo a perda de parentes, perda de riqueza, ou perda por doena, no reflete: 'Assim a convivncia no mundo. Assim quando se tem uma identidade pessoal [atta-bhava, literalmente estado do eu"]. Quando se vive no mundo, quando se tem uma identidade pessoal, essas oito condies mundanas revolvem acompanhando o mundo e o mundo revolve acompanhando essas oito condies mundanas: ganho e perda, fama e m reputao, elogio e crtica, alegria e tristeza. Sofrendo a perda de parentes, perda de riqueza, ou perda por doena, ele fica triste, sofre e se lamenta, bate no peito, fica perturbado. E ento existe o caso em que um indivduo, sofrendo a perda de parentes, perda de riqueza ou perda por doena, reflete: Assim a convivncia no mundo. Assim como se tem uma identidade pessoal. Quando se vive no mundo, quando se tem uma identidade pessoal, essas oito condies mundanas revolvem acompanhando o mundo e o mundo revolve acompanhando essas oito condies mundanas: ganho e perda, fama e m reputao, elogio e crtica, alegria e tristeza. Sofrendo a perda de parentes, perda de riqueza, ou perda por doena, ele no fica triste, sofre ou lamenta, no bate no peito ou fica perturbado.

" atravs da adversidade que a tolerncia de uma pessoa pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria Assim foi dito e em referncia a isso que foi dito

[4] " atravs da discusso que a sabedoria de uma pessoa pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria. Assim foi dito e em referncia a que foi dito isto?

" o caso em que um indivduo, atravs da discusso com outro fica sabendo o seguinte: Pela forma como essa pessoa aborda um assunto, pela forma como ela aplica (a sua lgica), pela forma como ela responde a uma pergunta, ela tola, no tem sabedoria. Por que isso? Ela no faz declaraes profundas, tranquilas, refinadas, alm do escopo da conjectura, sutis, dignas dos sbios. Ela no consegue entender o significado, ensin-lo, descrev-lo, revel-lo, explic-lo ou torn-lo simples. Ela tola, sem sabedoria. Como se um homem com boa viso estando em p na margem de um lago pudesse ver um pequeno peixe emergir. O seguinte pensamento lhe ocorreria, Pela forma como esse peixe emerge, pelo quebrar das ondas, pela sua velocidade, um peixe pequeno, no um peixe grande. Da mesma forma um indivduo, em uma discusso com um outro, sabe o seguinte: Pela forma como essa pessoa aborda um assunto, pela forma como ela aplica (a sua lgica), pela forma como ela responde a uma pergunta ela tola, no tem sabedoria.

"E ento o caso em que um indivduo, discutindo com um outro sabe o seguinte: Pela forma como essa pessoa aborda um assunto, pela forma como ela aplica (a sua lgica), pela forma como ela responde a uma pergunta, ela tem sabedoria, ela sbia. Por que isso? Ela faz declaraes que so profundas, tranquilas, refinadas, alm do escopo de conjectura, sutis, dignas dos sbios. Ela consegue declarar o significado, ensin-lo, descrev-lo, revel-lo, explic-lo ou torn-lo simples. Ela tem sabedoria, ela sbia. Como se um homem com boa viso estando em p na margem de um lago pudesse ver um pequeno peixe emergir. O pensamento lhe ocorreria, Pela forma como esse peixe emerge, pelo quebrar das ondas, pela sua velocidade, um peixe pequeno, no um peixe grande. Da mesma forma um indivduo em uma discusso com um outro, descobre o seguinte: Pela forma como essa pessoa aborda um assunto, pela forma como ela aplica (a sua lgica), pela forma como ela responde a uma pergunta ela tem sabedoria, ela sbia.

" atravs da discusso que a sabedoria de uma pessoa pode ser conhecida e somente aps um longo perodo de tempo, no um perodo curto; por algum que seja atento, no por algum que seja desatento; por algum que tenha sabedoria, no por algum que no tenha sabedoria . Assim foi dito e em referncia a isso que foi dito.

[AN IV.192]  

Bhikkhus, uma pessoa falsa distingue uma outra pessoa falsa? Esta uma pessoa falsa? No, venervel senhor. Bom, bhikkhus. impossvel, no pode ser, que uma pessoa falsa possa distinguir uma outra pessoa falsa: Esta uma pessoa falsa. Mas uma pessoa falsa distinguiria uma pessoa verdadeira: Esta uma pessoa verdadeira? No, venervel senhor. Bom, bhikkhus. impossvel, no pode ser, que uma pessoa falsa possa distinguir uma pessoa verdadeira: Esta uma pessoa verdadeira

Bhikkhus, uma pessoa verdadeira distingue uma outra pessoa verdadeira? Esta uma pessoa verdadeira? Sim, venervel senhor. Bom, bhikkhus. possvel que uma pessoa verdadeira possa distinguir uma outra pessoa verdadeira: Esta uma pessoa verdadeira. Mas uma pessoa verdadeira distinguiria uma pessoa falsa: Esta uma pessoa falsa? Sim, venervel senhor. Bom, bhikkhus. possvel que uma pessoa verdadeira possa distinguir uma pessoa falsa: Esta uma pessoa falsa.

Bhikkhus, uma pessoa verdadeira possui qualidades boas; ela se associa como uma pessoa verdadeira, ela tem a volio como uma pessoa verdadeira, ela aconselha como uma pessoa verdadeira, ela fala como uma pessoa verdadeira, ela age como uma pessoa verdadeira, ela tem idias como uma pessoa verdadeira e ela d presentes como uma pessoa verdadeira.

E como uma pessoa verdadeira possui boas qualidades? Neste caso, uma pessoa verdadeira tem f, vergonha e temor das transgresses; ela instruda, energtica, plenamente atenta e sbia. Assim como uma pessoa verdadeira possui boas qualidades.

E como uma pessoa verdadeira se associa como uma pessoa verdadeira? Neste caso, uma pessoa verdadeira tem como amigos e companheiros aqueles contemplativos e brmanes que possuem f, vergonha e temor das transgresses; que so instrudos, so energticos, plenamente atentos e sbios. Assim como uma pessoa verdadeira se associa como uma pessoa verdadeira

E como uma pessoa verdadeira tem a volio como uma pessoa verdadeira? Neste caso uma pessoa verdadeira no intenciona a sua prpria aflio, nem a aflio dos outros e nem a aflio de ambos. Assim como uma pessoa verdadeira tem a volio como uma pessoa verdadeira.

E como uma pessoa verdadeira aconselha como uma pessoa verdadeira? Neste caso uma pessoa verdadeira no aconselha para a sua prpria aflio, para a aflio dos outros e para a aflio de ambos. Assim como uma pessoa verdadeira aconselha como uma pessoa verdadeira.

E como uma pessoa verdadeira fala como uma pessoa verdadeira? Neste caso uma pessoa verdadeira se abstm da linguagem mentirosa, da linguagem maliciosa, da linguagem rude e da linguagem frvola. Assim como uma pessoa verdadeira fala como uma pessoa verdadeira.

E como uma pessoa verdadeira age como uma pessoa verdadeira? Neste caso uma pessoa verdadeira se abstm de matar seres vivos, de tomar aquilo que no dado e da conduta imprpria em relao aos prazeres sensuais. Assim como uma pessoa verdadeira age como uma pessoa verdadeira

E como uma pessoa verdadeira tem idias como uma pessoa verdadeira? Neste caso uma pessoa verdadeira tem idias como estas: Existe aquilo que dado e o que oferecido e o que sacrificado; existe fruto e resultado de boas e ms aes; existe este mundo e o outro mundo; existe a me e o pai; existem seres que renascem espontaneamente; existem no mundo sacerdotes e contemplativos bons e virtuosos que, aps terem conhecido e compreendido diretamente por eles mesmos, proclamam este mundo e o prximo. Assim como uma pessoa verdadeira tem idias como uma pessoa verdadeira.

E como uma pessoa verdadeira d presentes como uma pessoa verdadeira? Neste caso uma pessoa verdadeira d um presente de forma cuidadosa, d com as suas prprias mos, d demonstrando respeito, d um presente valioso, d com a idia de que algum fruto provm dessa ao. Assim como uma pessoa verdadeira d presentes como uma pessoa verdadeira.

Essa pessoa verdadeira que assim possui qualidades boas, que assim se associa como uma pessoa verdadeira, que tem a volio como uma pessoa verdadeira, que aconselha como uma pessoa verdadeira, que fala como uma pessoa verdadeira, que age como uma pessoa verdadeira, que tem idias como uma pessoa verdadeira e que d presentes como uma pessoa verdadeira - na dissoluo do corpo aps a morte, ela renasce na destinao das pessoas verdadeiras. E qual o destino das pessoas verdadeiras? a magnitude entre os devas ou a magnitude entre os seres humanos.

[MN 110]  

Considere-o como um guia
    que mostra o caminho para um
        tesouro,
o sbio que
vendo os seus defeitos
    lhe censura.

Permanea com tal sbio.
Pois para aquele que permanece
com tal sbio,
    as coisas melhoram,
    no pioram.

[Dhp 76]  

 


Ouvir o Verdadeiro Dhamma

O Buda: Existem cinco coisas, que podem ter dois tipos de resultados no aqui e agora. Quais cinco? [Conhecimento baseado na] F, preferncia, tradio, razo e idias. Essas cinco coisas podem ter dois tipos de resultados no aqui e agora. Agora, algo pode ser completamente aceito pela f e ainda assim ser vazio, oco e falso; mas, alguma outra coisa pode no ser completamente aceita pela f e mesmo assim pode ser factual, verdadeira e certa. Novamente, algo pode ser preferido ... pode ser tradicional ... pode ser cogitado com base na razo ... pode ser baseado em idias e no entanto ser vazio, oco e falso; mas alguma outra coisa pode no ser preferida ... pode no ser tradicional ... pode no ser cogitada com base na razo ... pode no ser baseada em idias e mesmo assim ser factual, verdadeira e certa. Sob essas condies no apropriado que um homem sbio, que preserva a verdade, chegue a essa concluso definitiva: Somente isso verdadeiro, todo o restante falso.

Kapadika Bharadvaja: Mas, Mestre Gotama, de que forma ocorre a preservao da verdade? De que forma uma pessoa preserva a verdade? Ns perguntamos ao Mestre Gotama sobre a preservao da verdade.

O Buda: Se uma pessoa possui f, Bharadvaja, ela preserva a verdade quando ela diz: Minha f assim; mas ela ainda no chega a esta concluso definitiva: Somente isso verdadeiro, todo o restante falso. Dessa forma, Bharadvaja, ocorre a preservao da verdade; dessa forma ela preserva a verdade; dessa forma ns descrevemos a preservao da verdade. Mas at esse ponto no existe a descoberta da verdade.

Se uma pessoa prefere algo ... se ela aceita uma tradio ... se ela chega a uma concluso baseada na razo ... se ela aceita alguma idia, ela preserva a verdade quando ela diz: Eu prefiro isso ... aceito esta tradio oral ... cheguei a esta concluso baseado na razo ... aceito esta idia; mas ela ainda no chega a esta concluso definitiva: Somente isso verdadeiro, todo o restante falso. Dessa forma, Bharadvaja, ocorre a preservao da verdade; dessa forma ela preserva a verdade; dessa forma ns descrevemos a preservao da verdade. Mas at esse ponto no existe a descoberta da verdade.

[MN 95]  

Tendo sentado, os Kalamas de Kesaputta disseram ao Abenoado, Senhor, existem alguns sacerdotes e contemplativos que vm para Kesaputta. Eles explicam e glorificam as suas doutrinas, porm com relao s doutrinas de outros, eles as desaprovam, as repelem, demonstram desprezo por elas e fazem pouco delas. E ento outros sacerdotes e contemplativos vm para Kesaputta. Eles explicam e glorificam as suas doutrinas, porm com relao s doutrinas de outros, eles as desaprovam, as repelem, demonstram desprezo por elas e fazem pouco delas. Eles nos deixam confusos e em dvida: quais desses sacerdotes e contemplativos esto falando a verdade e quais esto mentindo?

Claro que vocs esto confusos Kalamas. Claro que vocs tm dvidas. Porque a dvida surge com relao a qualquer assunto que cause a perplexidade. Dessa forma, Kalamas, nesse caso no se deixem levar pelos relatos, pelas tradies, pelos rumores, por aquilo que est nas escrituras, pela razo, pela inferncia, pela analogia, pela competncia (ou confiabilidade) de algum, por respeito por algum, ou pelo pensamento, Este contemplativo o nosso mestre. Quando vocs sabem por vocs mesmos que, Essas qualidades so inbeis; essas qualidades so culpveis; essas qualidades so passveis de crtica pelos sbios; essas qualidades quando postas em prtica conduzem ao mal e ao sofrimento - ento vocs devem abandon-las.

O que vocs pensam Kalamas? Quando a cobia surge em uma pessoa, ela surge para o bem ou para o mal?

Para o mal, senhor.

E essa pessoa que est tomada pela cobia, sua mente obcecada com a cobia, mata seres vivos, toma o que no lhe dado, busca a mulher do prximo, mente, e induz outros a fazerem o mesmo, tudo o que resulta dano e sofrimento por um longo tempo.

Sim, senhor

(Da mesma forma para a averso e deluso)

Ento Kalamas o que vocs pensam. Essa qualidades so hbeis ou inbeis?

Inbeis, senhor.

Culpveis ou isentas de culpa?

Culpveis, senhor.

Criticadas pelos sbios ou elogiadas pelos sbios?

Criticadas pelos sbios, senhor.

Quando postas em prtica elas conduzem ao mal e ao sofrimento ou no?

Quando postas em prtica elas conduzem ao mal e ao sofrimento

... Agora Kalamas, no se deixem levar pelos relatos, pelas tradies, pelos rumores, por aquilo que est nas escrituras, pela razo, pela inferncia, pela analogia, pela competncia (ou confiabilidade) de algum, por respeito por algum, ou pelo pensamento, Este contemplativo o nosso mestre. Quando vocs souberem por vocs mesmos que, Essas qualidades so hbeis; essas qualidades so isentas de culpa; essas qualidades so elogiadas pelos sbios; essas qualidades quando postas em prtica conduzem ao bem-estar e felicidade - ento vocs devem penetrar e permanecer nelas..

O que vocs pensam Kalamas? Quando a ausncia de cobia surge em uma pessoa, ela surge para o bem ou para o mal?

Para o bem, senhor.

E essa pessoa que no est tomada pela cobia, sua mente no est obcecada pela cobia, no mata seres vivos, no toma o que no lhe dado, no busca a mulher do prximo, no mente, e no induz outros a fazerem o mesmo, tudo o que resulta para o bem-estar e felicidade por um longo tempo.

Sim, senhor

(Da mesma forma para a averso e deluso)

Ento Kalamas o que vocs pensam. Essa qualidades so hbeis ou inbeis?

Hbeis, senhor.

Culpveis ou isentas de culpa?

Isentas de culpa, senhor.

Criticadas pelos sbios ou elogiadas pelos sbios?

Elogiadas pelos sbios, senhor.

Quando postas em prtica elas conduzem ao bem e felicidade ou no?

Quando postas em prtica elas conduzem ao bem e felicidade

[AN III.65]  

"Gotami, as qualidades que voc provavelmente conhece, ' Essas qualidades conduzem cobia, no ao desapego; a estar agrilhoada, no a estar livre dos grilhes; ao acmulo, no renncia; ao engrandecimento pessoal, no modstia; insatisfao, no satisfao; ao enredamento, no ao isolamento; preguia, no a estimular a energia; a ser um incmodo, no a no ser um incmodo': Voc deve definitivamente entender, ' Isto no o Dhamma, isto no o Vinaya, essas no so as instrues do Mestre.'

"Quanto s qualidades que voc provavelmente conhece. ' Essas qualidades conduzem ao desapego, no cobia; a estar livre dos grilhes, no a estar agrilhoada; renncia, no ao acmulo; modstia, no ao engrandecimento pessoal; satisfao, no insatisfao; ao isolamento, no ao enredamento; a estimular a energia, no preguia; a no ser um incmodo, no a ser um incmodo: Voc deve definitivamente entender, ' Isto o Dhamma, isto o Vinaya, essas so as instrues do Mestre.'"

[AN VIII.53]    

"Ouvir o Dhamma resulta nessas cinco recompensas. Quais cinco?

"[1] A pessoa ouve o que nunca ouviu antes. [2] Esclarece o que j foi ouvido antes. [3] Elimina suas dvidas. [4] O entendimento se torna correto. [5] A mente fica tranqila.

"Essas so as cinco recompensas para aqueles que ouvem o Dhamma."

[AN V.202]  

"Dotado dessas seis qualidades, uma pessoa capaz de se dar conta da legitimidade, da correo de qualidades mentais hbeis mesmo ouvindo o Dhamma verdadeiro. Quais seis?

"Ela no est dotada de uma obstruo por kamma (presente), um impedimento por contaminaes, um impedimento resultante de kamma (passado); ela tem convico, tem o desejo (de escutar) e possui sabedoria.

"Dotado dessas seis qualidades, uma pessoa capaz se dar conta da legitimidade, da correo de qualidades mentais hbeis mesmo ouvindo o Dhamma verdadeiro.

[AN VI.86]  

"Dotada dessas seis qualidades, uma pessoa capaz de se dar conta da legitimidade, da correo de qualidades mentais hbeis mesmo ouvindo o bom Dhamma. Quais seis? Quando a Doutrina e Disciplina proclamada pelo Tathagata est sendo ensinada (1) ela deseja ouvir, (2) d ouvidos, (3) aplica a sua mente para compreender, (4) compreende o significado, (5) descarta aquilo que no tem valor, e (6) possui a convico que est em conformidade com os ensinamentos. Dotada dessas seis qualidades, uma pessoa capaz de se dar conta da legitimidade, da correo de qualidades mentais hbeis mesmo ouvindo o bom Dhamma."

[AN VI.88]  

Sariputta:

Com que virtude,
        qual comportamento,
praticando quais aes,
algum estar bem fundamentado
e alcanar o objetivo ltimo?

O Buda:

Que ele respeite
    os superiores;
no tenha inveja,
tenha noo do momento certo
    para ver o seu mestre,
oua atentamente
    quando um discurso do Dhamma estiver sendo proferido;

Que ele visite o seu mestre no momento apropriado,
    seja obediente, deixando de lado a teimosia.
    Que ele se recorde e pratique
    o ensinamento,
    o autocontrole e a virtude.

Que se alegra e se delicia com o Dhamma,
que est bem estabelecido no Dhamma;
algum que no fala em oposio ao Dhamma;
que evita as conversas que no trazem benefcio,
que ele apenas empregue palavras verdadeiras, bem ditas.

Abandonando as gargalhadas,
a tagarelice, as reclamaes
a m vontade, a fraude,
a hipocrisia, a cobia,
a maldade, o mal humor,
a impureza e o apego,
que ele permanea livre
do orgulho,
    com a mente estvel.

O cerne das palavras bem ditas o entendimento.
O cerne do entendimento e aprendizado a concentrao.

A sabedoria daquele que apressado e negligente no se incrementa.

Aqueles que se deliciam com os ensinamentos dos nobres,
    so incomparveis em linguagem, ao e mente;
Esto estabelecidos na
        paz,
        tranqilidade e
        concentrao,
e alcanam
aquilo que a sabedoria e o aprendizado
possuem como cerne."

[Snp II.9]  

 


Ateno com Sabedoria
(Yoniso Manasikara)

Com relao a fatores internos, eu no vejo nenhum outro nico fator como a ateno com sabedoria que faa tanto por um bhikkhu em treinamento, que ainda no atingiu o objetivo, mas que permanece decidido a alcanar a insupervel libertao do apego. Um bhikkhu que d ateno com sabedoria abandona o que no hbil e desenvolve o que hbil.

Ateno com sabedoria
    como uma qualidade
num bhikkhu em treinamento:
    nada mais
    pode fazer tanto
para a realizao do objetivo supremo.
Um bhikkhu, esforando-se de modo apropriado,
    realiza o fim do sofrimento.

[It 16]  

Neste caso bhikkhus, uma pessoa comum sem instruo que no respeita os nobres, que no proficiente nem treinada no Dhamma deles, que no respeita os homens verdadeiros, que no proficiente nem treinada no Dhamma deles, no entende o tipo de coisas que merecem ateno e que tipo de coisas no merecem ateno. Assim sendo, ela se ocupa com aquelas coisas que no merecem ateno e no se ocupa com as coisas que merecem ateno.

Quais so as coisas que no merecem ateno e com as quais ela se ocupa? So coisas tais que quando ela se ocupa com elas, a impureza do desejo sensual que ainda no surgiu, surge nela e a impureza do desejo sensual que j surgiu, aumenta nela; a impureza de existir/ser que ainda no surgiu, surge nela e a impureza de existir/ser que j surgiu, aumenta nela; a impureza da ignorncia que ainda no surgiu, surge nela e a impureza da ignorncia que j surgiu, aumenta nela. Essas so as coisas que no merecem ateno e com as quais ela se ocupa. E quais so as coisas que merecem ateno mas com as quais ela no se ocupa? So coisas tais que quando ela se ocupa com elas, a impureza do desejo sensual que ainda no surgiu, no surge nela e a impureza do desejo sensual que j surgiu abandonada; a impureza de existir/ser que ainda no surgiu, no surge nela e a impureza de existir/ser que j surgiu abandonada; a impureza da ignorncia que ainda no surgiu, no surge nela e a impureza da ignorncia que j surgiu abandonada. Essas so as coisas que merecem ateno mas com as quais ela no se ocupa. Ocupando-se com coisas que no merecem ateno e no se ocupando com coisas que merecem ateno, ambas, as impurezas que ainda no surgiram, surgem e as impurezas que j surgiram, aumentam.

desta forma que ela se ocupa sem sabedoria: Eu existi no passado? No existi no passado? O que fui no passado? Como eu era no passado? Tendo sido que, no que me tornei no passado? Existirei no futuro? No existirei no futuro? O que serei no futuro? Como serei no futuro? Tendo sido que, no que me tornarei no futuro? Ou ento ela est no seu ntimo perplexa acerca do presente: Eu sou? Eu no sou? O que sou? Como sou? De onde veio este ser? Para onde ir?

Quando ela se ocupa dessa forma, sem sabedoria, uma entre seis idias surgem nela. A idia de que um eu existe em mim surge como verdadeira e consagrada; ou a idia de que um eu no existe em mim surge como verdadeira e consagrada; ou a idia de que eu percebo o eu atravs do eu surge como verdadeira e consagrada; ou a idia de que eu percebo o no-eu atravs do eu surge como verdadeira e consagrada; ou a idia de que eu percebo o eu atravs do no-eu surge como verdadeira e consagrada; ou ento ela tem uma idia como esta: esse meu eu que fala e sente e experimenta aqui e ali o resultado de boas e ms aes; mas esse meu eu permanente, interminvel, eterno, no sujeito mudana e que ir durar tanto tempo quanto a eternidade. Essas idias especulativas, bhikkhus, se denominam um emaranhado de idias, uma confuso de idias, idias contorcidas, idias vacilantes, idias que agrilhoam. Aprisionado pelas idias que agrilhoam, a pessoa comum sem instruo no se v livre do nascimento, envelhecimento e morte, da tristeza, lamentao, dor, angstia e desespero; ela no se v livre do sofrimento, eu digo.

Bhikkhus, um nobre discpulo bem instrudo ... entende quais so as coisas que merecem ateno e quais so as coisas que no merecem ateno. Sendo assim, ele no se ocupa com as coisas que no merecem ateno, ele se ocupa com as coisas que merecem ateno ... E quais so as coisas que merecem ateno com as quais ele se ocupa? Elas so coisas tais que quando ele se ocupa com elas, a impureza do desejo sensual que ainda no surgiu, no surge nele e a impureza do desejo sensual que j surgiu abandonada; a impureza de existir/ser que ainda no surgiu, no surge nele e a impureza de existir/ser que j surgiu abandonada; a impureza da ignorncia que ainda no surgiu, no surge nele e a impureza da ignorncia que j surgiu abandonada.

Ele aplica sua ateno com sabedoria: Isto sofrimento; ele aplica a sua ateno com sabedoria: Esta a origem do sofrimento; ele aplica a sua ateno com sabedoria: Esta a cessao do sofrimento; ele aplica a sua ateno com sabedoria Este o caminho que conduz cessao do sofrimento. Quando ele aplica a sua ateno com sabedoria desta forma, trs grilhes so abandonados: a idia da existncia de um eu, a dvida e o apego a preceitos e rituais. Essas so chamadas as impurezas que devem ser abandonadas atravs da viso."

[MN 2]  

MahaKotthita: Sariputta, meu amigo, quais coisas deveria um bhikkhu virtuoso observar observar com cuidado?

Sariputta: Um bhikkhu virtuoso, meu amigo Kotthita, deveria observar com cuidado os cinco agregados influenciados pelo apego como impermanentes, sofrimento, uma enfermidade, um cncer, uma flecha, dolorosos, uma aflio, estranhos, uma dissoluo, um vazio, no-eu. Quais cinco? A forma como um agregado influenciado pelo apego, sensao ... percepo ... formaes ... conscincia como um agregado influenciado pelo apego. Um bhikkhu virtuoso deveria observar com cuidado esses cinco agregados influenciados pelo apego como impermanentes, sofrimento, uma enfermidade, um cncer, uma flecha, dolorosos, uma aflio, estranhos, uma dissoluo, um vazio, no-eu. Pois, possvel que, um bhikkhu virtuoso, que observe com cuidado esses cinco agregados como impermanentes ... no-eu, possa alcanar o fruto de entrar na correnteza

MahaKotthita: Ento, quais coisas deveria um bhikkhu que entrou na correnteza observar com cuidado?

Sariputta: Um bhikkhu que entrou na correnteza deveria observar com cuidado os cinco agregados do apego como impermanentes, sofrimento, uma enfermidade, um cncer, uma flecha, dolorosos, uma aflio, estranhos, uma dissoluo, um vazio, no-eu. Pois, possvel que um bhikkhu, que entrou na correnteza, que observe com cuidado esses cinco agregados como impermanentes ... no-eu, possa alcanar o fruto de retornar apenas uma vez.

MahaKotthita: Ento quais coisas deveria um bhikkhu que retorna apenas uma vez observar com cuidado?

Sariputta: Um bhikkhu que retorna apenas uma vez deveria observar com cuidado os cinco agregados influenciados pelo apego como impermanentes, sofrimento, uma enfermidade, um cncer, uma flecha, dolorosos, uma aflio, estranhos, uma dissoluo, um vazio, no-eu. Pois, possvel que um bhikkhu, que retorna apenas uma vez, que observe com cuidado esses cinco agregados como impermanentes ... no-eu, possa alcanar o fruto de no retorno.

MahaKotthita: Ento quais coisas deveria um bhikkhu que no retorna observar com cuidado?

Sariputta: Um bhikkhu, que no retorna, deveria observar com cuidado os cinco agregados influenciados pelo apego como impermanentes, sofrimento, uma enfermidade, um cncer, uma flecha, dolorosos, uma aflio, estranhos, uma dissoluo, um vazio, no-eu. Pois, possvel que um bhikkhu, que no retorna,que observe com cuidado esses cinco agregados como impermanentes ... no-eu, possa alcanar o fruto de arahant.

MahaKotthita: Ento quais coisas deveria um arahant observar com cuidado?

Sariputta: Um arahant deveria observar com cuidado os cinco agregados influenciados pelo apego como impermanentes, sofrimento, uma enfermidade, um cncer, uma flecha, dolorosos, uma aflio, estranhos, uma dissoluo, um vazio, no-eu. Apesar de no existir nada mais a ser feito e nada a acrescentar quilo que j foi feito por um arahant, ainda assim, quando essas coisas so desenvolvidas e cultivadas, elas conduzem a um estado prazeroso no aqui e agora, ateno plena e completa compreenso.

[SN XXII.122]  

 


Prtica de Acordo com o Dhamma

O verdadeiro conhecimento e libertao tambm tem o seu alimento, bhikkhus; ele no est desprovido de alimento. E qual o seu alimento? Os sete fatores da Iluminao ... E qual o alimento dos sete fatores da Iluminao? Os quatro fundamentos da ateno plena ... E qual o alimento dos quatro fundamentos da ateno plena? Os trs modos de conduta correta ... E qual o alimento dos trs modos de conduta correta? A conteno dos sentidos ... E qual o alimento para a conteno dos sentidos? Ateno plena e plena conscincia ... E qual o alimento para a ateno plena e plena conscincia? Ateno com sabedoria ... E qual o alimento para a ateno com sabedoria? Convico ... E qual o alimento para a convico? Ouvir o verdadeiro Dhamma ... E qual o alimento para ouvir o verdadeiro Dhamma? Associar-se com pessoas verdadeiras.

Tal como quando os devas trovejam e vertem gotas pesadas de chuva no alto das montanhas: a gua flui pelas encostas, enchendo as fissuras, rachaduras e valas. Quando as fissuras, rachaduras e valas esto preenchidas, as gotas pesadas de chuva enchem as pequenas lagoas. Quando as pequenas lagoas esto preenchidas, elas enchem os grandes lagos. Quando os grandes lagos esto preenchidos, elas enchem os pequenos rios. Quando os pequenos rios esto preenchidos, elas enchem os grandes rios. Quando os grandes rios esto preenchidos, elas enchem o grande oceano, e assim o grande oceano alimentado, assim ele preenchido.

"Do mesmo modo, bhikkhus, quando a associao com pessoas verdadeiras prevalece, ouvir o verdadeiro Dhamma tambm ir prevalecer convico ateno com sabedoria ateno plena e plena conscincia conteno dos sentidos os trs modos de conduta correta os quatro fundamentos da ateno plena os sete fatores da Iluminao. Quando os sete fatores da iluminao prevalecem, o verdadeiro conhecimento e libertao tambm ir prevalecer. Esse o alimento do verdadeiro conhecimento e libertao, e assim ele prevalece.

[AN X.61]  

 

Ateno Plena e Plena Conscincia

Em Savatthi. Bhikkhus, um bhikkhu deve permanecer com ateno plena e plena conscincia. Essa a nossa instruo para vocs.

E como, bhikkhus, um bhikkhu tem ateno plena? Neste caso, bhikkhus, um bhikkhu permanece contemplando o corpo como um corpo, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo. Ele permanece contemplando as sensaes como sensaes ... mente como mente ... objetos mentais como objetos mentais, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo. desse modo, bhikkhus, que um bhikkhu tem ateno plena.

E como, bhikkhus, um bhikkhu exerce a plena conscincia? Neste caso, bhikkhus, para um bhikkhu as sensaes so compreendidas quando surgem, compreendidas enquanto esto presentes, compreendidas quando desaparecem. Os objetos mentais so compreendidos quando surgem, compreendidos enquanto esto presentes, compreendidos quando desaparecem. As percepes so compreendidas quando surgem, compreendidas enquanto esto presentes, compreendidas quando desaparecem. desse modo bhikkhus, que um bhikkhu exerce a plena conscincia.

Bhikkhus, um bhikkhu deve permanecer com ateno plena e plena conscincia. Essa a nossa instruo para vocs.

[SN XLVII.35]  

 

Conteno dos Sentidos

Ao ver uma forma com o olho, um bhikkhu no se agarra aos seus sinais ou detalhes. Visto que, se permanecer com a faculdade do olho descuidada, ele ser tomado pelos estados ruins e prejudiciais de cobia e tristeza. Ele pratica a conteno, ele protege a faculdade do olho, ele se empenha na conteno da faculdade do olho. Ao ouvir um som com o ouvido ... Ao cheirar um aroma com o nariz Ao saborear um sabor com a lngua Ao sentir um tangvel com o corpo Ao conscientizar um objeto mental com a mente, ele no se agarra aos seus sinais ou detalhes. Visto que, se permanecer com a faculdade da mente descuidada, ele ser tomado pelos estados ruins e prejudiciais de cobia e tristeza. Ele pratica a conteno, ele protege a faculdade da mente, ele se empenha na conteno da faculdade da mente. Dotado dessa nobre conteno das faculdades, ele experimenta dentro de si uma felicidade que imaculada. Assim como um bhikkhu guarda as portas dos seus meios dos sentidos.

[DN 2]  

 

Os Trs Modos de Conduta Correta

"E como algum se torna puro de trs formas pela ao corporal? o caso em que algum, abandonando tirar a vida de outros seres, se abstm de tirar a vida de outros seres; ele permanece com a sua vara e arma postas de lado, bondoso e gentil, compassivo com todos os seres vivos. Abandonando tomar o que no seja dado, ele se abstm de tomar o que no dado; ele no toma, como se fosse um ladro, os bens e propriedades de outros num vilarejo ou na floresta. Abandonando a conduta imprpria com relao aos prazeres sensuais, ele se abstm da conduta imprpria com relao aos prazeres sensuais; ele no se envolve sexualmente com quem est sob a proteo da me, do pai, dos irmos, das irms, dos parentes, que possuem esposo, protegidas pela lei ou mesmo com quem esteja coroada de flores por um outro homem. Assim como algum se torna puro de trs formas pela ao corporal.

"E como algum se torna puro de quatro formas pela ao verbal? o caso em que algum, abandonando a linguagem mentirosa, se abstm da linguagem mentirosa; tendo sido chamado para uma corte, uma reunio, um encontro com seus parentes, com a sua corporao, com a famlia real, se assim for questionado como testemunha: 'Ento, bom homem, diga o que voc sabe,' se ele no souber, dir, 'Eu no sei'; se ele souber, dir, 'Eu sei'; se ele no viu, dir, 'Eu no vi'; se ele viu, dir, 'Eu vi'. Assim com plena conscincia ele no conta mentiras em seu prprio benefcio, pelo benefcio de outros ou para obter algum benefcio mundano insignificante. Abandonando a linguagem maliciosa, ele se abstm da linguagem maliciosa; o que ouviu aqui ele no conta ali para separar aquelas pessoas destas, ou, o que ouviu l ele no conta aqui para separar estas pessoas daquelas; assim ele reconcilia aquelas pessoas que esto divididas, promove a amizade, ele ama a concrdia, se delicia com a concrdia, desfruta da concrdia, diz coisas que criam a concrdia. Abandonando a linguagem grosseira, ele se abstm da linguagem grosseira. Ele diz palavras que so gentis, que agradam aos ouvidos, carinhosas, que penetram o corao, que so corteses, desejadas por muitos e que agradam a muitos. Abandonando a linguagem frvola, ele se abstm da linguagem frvola. Ele fala na hora certa, diz o que fato, aquilo que bom, fala de acordo com o Dhamma e a Disciplina; nas horas adequadas ele diz palavras que so teis, racionais, moderadas e que trazem benefcio. Assim como algum se torna puro de quatro formas pela ao verbal.

"E como algum se torna puro de trs formas pela ao mental? o caso em que algum no cobioso. Ele no cobia as posses dos outros, pensando, 'Ah, que aquilo que pertence aos outros seja meu!' A sua mente no possui m vontade e as suas intenes esto isentas de raiva: 'Que esses seres possam estar livres da inimizade, aflio e ansiedade! Que eles vivam felizes! Ele tem entendimento correto e no v as coisas de forma distorcida: Existe aquilo que dado e o que oferecido e o que sacrificado; existe fruto e resultado de boas e ms aes; existe este mundo e o outro mundo; existe a me e o pai; existem seres que renascem espontaneamente; existem no mundo brmanes e contemplativos bons e virtuosos que, aps terem conhecido e compreendido diretamente por eles mesmos, proclamam este mundo e o prximo. Assim como algum se torna puro de trs formas pela ao mental.

[AN X.176]   

 

Os Quatro Fundamentos da Ateno Plena

"Bhikkhus, sempre que um bhikkhu, inspirando longo, compreende: eu inspiro longo, ou expirando longo, compreende: eu expiro longo, inspirando curto, compreende: eu inspiro curto, ou expirando curto, compreende: eu expiro curto; ele treina assim: eu inspiro experienciando todo o corpo (da respirao); ele treina assim: eu expiro experienciando todo o corpo (da respirao); ele treina assim: eu inspiro tranqilizando a formao do corpo; ele treina assim: eu expiro tranqilizando a formao do corpo nessa ocasio um bhikkhu permanece contemplando o corpo como um corpo, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo. Eu digo que esse um corpo entre os corpos, ou seja, a inspirao e a expirao. Por isso, nessa ocasio um bhikkhu permanece contemplando o corpo como um corpo, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo.

"Bhikkhus, quando um bhikkhu treina assim: eu inspiro experienciando o xtase; ele treina assim: eu expiro experienciando o xtase; ele treina assim: eu inspiro experienciando a felicidade; ele treina assim: eu expiro experienciando a felicidade; ele treina assim: eu inspiro experienciando a formao da mente; ele treina assim: eu expiro experienciando a formao da mente; ele treina assim: eu inspiro tranqilizando a formao da mente; ele treina assim: eu expiro tranqilizando a formao da mente nessa ocasio um bhikkhu permanece contemplando sensaes como sensaes, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo. Eu digo que essa uma certa sensao entre as sensaes, ou seja, a cuidadosa ateno inspirao e expirao. Por isso, nessa ocasio, um bhikkhu permanece contemplando sensaes como sensaes, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo.

"Bhikkhus, quando um bhikkhu treina assim: eu inspiro experienciando a mente; ele treina assim: eu expiro experienciando a mente; ele treina assim: eu inspiro satisfazendo a mente; ele treina assim: eu expiro satisfazendo a mente; ele treina assim: eu inspiro concentrando a mente; ele treina assim: eu expiro concentrando a mente; ele treina assim: eu inspiro libertando a mente; ele treina assim: eu expiro libertando a mente nessa ocasio um bhikkhu permanece contemplando a mente como mente, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo. Eu digo que no h o desenvolvimento da ateno plena na respirao naquele que desatento e desprovido de plena conscincia. por isso que nessa ocasio, um bhikkhu permanece contemplando a mente como mente, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo.

"Bhikkhus, quando, um bhikkhu treina assim: eu inspiro contemplando a impermanncia; ele treina assim: eu expiro contemplando a impermanncia; ele treina assim: eu inspiro contemplando o desaparecimento; ele treina assim: eu expiro contemplando o desaparecimento; ele treina assim: eu inspiro contemplando a cessao; ele treina assim: eu expiro contemplando a cessao; ele treina assim: eu inspiro contemplando a renncia; ele treina assim: eu expiro contemplando a renncia- nessa ocasio, um bhikkhu permanece contemplando objetos mentais como objetos mentais, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo. Tendo visto atravs da sabedoria o abandono da cobia e desprazer, ele aquele que observa atento com equanimidade. por isso que nessa ocasio um bhikkhu permanece contemplando objetos mentais como objetos mentais, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo.

"Bhikkhus, quando a ateno plena na respirao desenvolvida e cultivada desse modo que esta realiza os quatro fundamentos da ateno plena.

 

Sete Fatores da Iluminao

"E como Bhikkhus, os quatro fundamentos da ateno plena so desenvolvidos e cultivados de modo que realizem os sete fatores da iluminao?

"Bhikkhus, quando um bhikkhu permanece contemplando o corpo como um corpo, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo nessa ocasio a ateno plena constante estabelecida naquele bhikkhu. Sempre que a ateno plena constante tenha sido estabelecida num bhikkhu, nessa ocasio o fator da iluminao da ateno plena estimulado pelo bhikkhu; nessa ocasio o bhikkhu desenvolve o fator da iluminao da ateno plena; nessa ocasio o fator da iluminao da ateno plena alcana a sua plenitude atravs do desenvolvimento naquele bhikkhu.

Permanecendo assim com ateno plena, ele investiga aquele dhamma com sabedoria, ele o examina, faz uma anlise. Sempre que um bhikkhu permanece assim com ateno plena, nessa ocasio o fator da iluminao da investigao dos fenmenos estimulado pelo bhikkhu; nessa ocasio o bhikkhu desenvolve o fator da iluminao da investigao dos fenmenos; nessa ocasio o fator da iluminao da investigao dos fenmenos alcana a sua plenitude atravs do desenvolvimento naquele bhikkhu.

Enquanto ele investiga aquele dhamma com sabedoria, ele o examina, faz uma anlise, a energia dele estimulada sem enfraquecimento. Sempre que a energia de um bhikkhu estimulada sem enfraquecimento enquanto ele investiga aquele dhamma com sabedoria, nessa ocasio o fator da iluminao da energia estimulado pelo bhikkhu; nessa ocasio o bhikkhu desenvolve o fator da iluminao da energia; nessa ocasio o fator da iluminao da energia alcana a sua plenitude atravs do desenvolvimento naquele bhikkhu.

Quando a energia dele estimulada, surge nele o xtase. Sempre que o xtase surge num bhikkhu cuja energia estimulada, nessa ocasio o fator da iluminao do xtase estimulado pelo bhikkhu; nessa ocasio o bhikkhu desenvolve o fator da iluminao do xtase; nessa ocasio o fator da iluminao do xtase alcana a sua plenitude atravs do desenvolvimento naquele bhikkhu.

Naquele cuja mente est elevada pelo xtase o corpo fica tranqilo e a mente fica tranqila. Sempre que o corpo fica tranqilo e a mente fica tranqila num bhikkhu cuja mente est elevada pelo xtase, nessa ocasio o fator da iluminao da tranqilidade estimulado pelo bhikkhu; nessa ocasio o bhikkhu desenvolve o fator da iluminao da tranqilidade; nessa ocasio o fator da iluminao da tranqilidade alcana a sua plenitude atravs do desenvolvimento naquele bhikkhu.

Naquele em que o corpo est tranqilo e que sente felicidade a mente se torna concentrada. Sempre que a mente fica concentrada num bhikkhu cujo corpo est tranqilo e que sente felicidade, nessa ocasio o fator da iluminao da concentrao estimulado pelo bhikkhu; nessa ocasio o bhikkhu desenvolve o fator da iluminao da concentrao; nessa ocasio o fator da iluminao da concentrao alcana a sua plenitude atravs do desenvolvimento naquele bhikkhu.

Ele olha de perto com equanimidade para a mente assim concentrada. Sempre que um bhikkhu olhe de perto para a mente assim concentrada, nessa ocasio o fator da iluminao da equanimidade estimulado pelo bhikkhu; nessa ocasio o bhikkhu desenvolve o fator da iluminao da equanimidade; nessa ocasio o fator da iluminao da equanimidade alcana a sua plenitude atravs do desenvolvimento naquele bhikkhu.

[Da mesma forma com os outros trs fundamentos da ateno plena: sensaes, mente e objetos mentais.]

"Bhikkhus, quando os quatro fundamentos da ateno plena so desenvolvidos e cultivados desse modo que estes realizam os sete fatores da iluminao.

 

Verdadeiro Conhecimento e Libertao

"E como, bhikkhus, os sete fatores da iluminao so desenvolvidos e cultivados de modo que realizem o verdadeiro conhecimento e libertao?

"Aqui, bhikkhus, um bhikkhu desenvolve o fator da iluminao da ateno plena, que tem como base o afastamento, desapego e cessao que amadurece no abandono. Ele desenvolve o fator da iluminao da investigao dos fenmenos ... o fator da iluminao da energia ... o fator da iluminao do xtase ... o fator da iluminao da tranqilidade ... o fator da iluminao da concentrao ... o fator da iluminao da equanimidade, que tem como base o afastamento, desapego e cessao que amadurece no abandono.

"Bhikkhus, quando os sete fatores da iluminao so desenvolvidos e cultivados desse modo que estes realizam o verdadeiro conhecimento e libertao.

[MN 118]  

* * *

Ento, quais so os oito pensamentos de uma pessoa eminente? Este Dhamma para aquele que modesto, no para aquele que quer o auto-engrandecimento. Este Dhamma para aquele que est satisfeito, no para aquele que est insatisfeito. Este Dhamma para aquele que isolado, no para aquele que enredado. Este Dhamma para aquele cuja persistncia est desperta, no para aquele que preguioso. Este Dhamma para aquele cuja ateno plena est estabelecida, no para aquele cuja ateno plena confusa. Este Dhamma para aquele cuja mente est concentrada, no para aquele cuja mente desconcentrada. Este Dhamma para aquele dotado de discernimento, no para aquele cujo discernimento fraco. Este Dhamma para aquele que desfruta da no-proliferao [conceitual], que se delicia com a no-proliferao, no para aquele que desfruta e se delicia com a proliferao.

Este Dhamma para aquele que modesto, no para aquele que quer o auto-engrandecimento. Assim foi dito. Com referncia a que foi dito isso? o caso em que um bhikkhu, sendo modesto, no quer que se saiba que Ele modesto. Sendo satisfeito, ele no quer que se saiba que Ele est satisfeito. Sendo isolado, ele no quer que se saiba que Ele isolado. Com a persistncia desperta, ele no quer que se saiba que A persistncia dele est desperta. Com a ateno plena estabelecida, ele no quer que se saiba que A ateno plena dele est estabelecida. Com a mente concentrada, ele no quer que se saiba que A mente dele est concentrada. Estando dotado de discernimento, ele no quer que se saiba que Ele est dotado de discernimento. Desfrutando da no- proliferao, ele no quer que se saiba que Ele desfruta da no-proliferao. Este Dhamma para aquele que modesto, no para aquele que quer o auto-engrandecimento. Assim foi dito. E com referncia a isso que foi dito.

Este Dhamma para aquele que est satisfeito, no para aquele que est insatisfeito. Assim foi dito. Com referncia a que foi dito isso? o caso em que um bhikkhu est satisfeito com qualquer tecido velho para o manto, qualquer comida esmolada, qualquer moradia, qualquer medicamento. Este Dhamma para aquele que est satisfeito, no para aquele que est insatisfeito. Assim foi dito. E com referncia a isso que foi dito.

Este Dhamma para aquele que isolado, no para aquele que enredado. Assim foi dito. Com referncia a que foi dito isso? o caso em que um bhikkhu, que vive em isolamento, visitado por bhikkhus, bhikkhunis, pessoas leigas, reis, ministros reais, membros de outras seitas e os seus discpulos. Com a sua mente inclinada para o isolamento, tendendo para o isolamento, desviando-se para o isolamento, buscando o isolamento, desfrutando do isolamento, ele conversa com os visitantes apenas o tanto necessrio para que eles o deixem. Este Dhamma para aquele que isolado, no para aquele que enredado. Assim foi dito. E com referncia a isso que foi dito.

Este Dhamma para aquele cuja persistncia est desperta, no para aquele que preguioso. Assim foi dito. Com referncia a que foi dito isso? o caso em que um bhikkhu mantm a sua persistncia desperta para o abandono de qualidades mentais prejudiciais e para a obteno de qualidades mentais benficas; ele decidido, firme no seu esforo, sem se esquivar das suas responsabilidades com relao ao cultivo de qualidades mentais benficas. Este Dhamma para aquele cuja persistncia est desperta, no para aquele que preguioso. Assim foi dito. E com referncia a isso que foi dito.

Este Dhamma para aquele cuja ateno plena est estabelecida, no para aquele cuja ateno plena confusa. Assim foi dito. Com referncia a que foi dito isso? o caso em que um bhikkhu est plenamente atento, muito meticuloso, lembrando-se e capaz de chamar para a memria at mesmo as coisas que foram feitas e ditas h muito tempo. Este Dhamma para aquele cuja ateno plena est estabelecida, no para aquele cuja ateno plena confusa. Assim foi dito. E com referncia a isso que foi dito.

Este Dhamma para aquele cuja mente est concentrada, no para aquele cuja mente desconcentrada. Assim foi dito. Com referncia a que foi dito isso? o caso em que um bhikkhu afastado dos prazeres sensuais, afastado das qualidades no hbeis, entra e permanece no primeiro jhana, que caracterizado pelo pensamento aplicado e sustentado, com o xtase e felicidade nascidos do afastamento. Abandonando o pensamento aplicado e sustentado, um bhikkhu entra e permanece no segundo jhana, que caracterizado pela segurana interna e perfeita unicidade da mente, sem o pensamento aplicado e sustentado, com o xtase e felicidade nascidos da concentrao. Abandonando o xtase, um bhikkhu entra e permanece no terceiro jhana que caracterizado pela felicidade sem o xtase, acompanhada pela ateno plena, plena conscincia e equanimidade, acerca do qual os nobres declaram: Ele permanece numa estada feliz, equnime e plenamente atento. Com o completo desaparecimento da felicidade, um bhikkhu entra e permanece no quarto jhana, que possui nem felicidade nem sofrimento, com a ateno plena e a equanimidade purificadas. Este Dhamma para aquele cuja mente est concentrada, no para aquele cuja mente desconcentrada. Assim foi dito. E com referncia a isso que foi dito.

Este Dhamma para aquele dotado sabedoria, no para aquele cuja sabedoria fraca. Assim foi dito. Com referncia a que foi dito isso? o caso em que um bhikkhu compreende, tem completa compreenso da origem e cessao nobre, penetrante, que conduz ao fim do sofrimento. Este Dhamma para aquele dotado de discernimento, no para aquele cujo discernimento fraco. Assim foi dito. E com referncia a isso que foi dito.

Este Dhamma para aquele que desfruta da no-proliferao, que se delicia com a no-proliferao, no para aquele que desfruta e se delicia com a proliferao. Assim foi dito. Com referncia a que foi dito isso? o caso em que a mente dum bhikkhu salta, ganha confiana, deciso e firmeza na cessao da proliferao. Este Dhamma para aquele que desfruta da no-proliferao, que se delicia com a no-proliferao, no para aquele que desfruta e se delicia com a proliferao. Assim foi dito. E com referncia a isso que foi dito.

[AN VIII.30]  

Um bhikkhu dotado com estas sete qualidades merecedor de ddivas, merecedor de hospitalidade, merecedor de oferendas, merecedor de saudaes com reverncia, um campo inigualvel de mrito para o mundo. Quais sete? o caso em que um bhikkhu tem noo do Dhamma, noo do significado, noo de si mesmo, noo de moderao, noo do tempo, noo de encontros sociais e noo das diferenas entre os indivduos.

E como um bhikkhu tem noo do Dhamma? o caso em que um bhikkhu conhece o Dhamma: sumrios, prosa e verso, anlises, versos, exclamaes, smiles, histrias de vidas passadas, eventos maravilhosos, perguntas e respostas (a classificao mais antiga dos ensinamentos do Buda). Se ele no conhecesse o Dhamma - sumrios, prosa e verso, anlises, versos, exclamaes, smiles, histrias de vidas passadas, eventos maravilhosos, perguntas e respostas no se diria que ele algum com noo do Dhamma. Portanto porque ele conhece o Dhamma dilogos sesses de perguntas e respostas que se diz que ele algum com noo do Dhamma. Ele tem a noo do Dhamma.

E como um bhikkhu tem noo do significado? o caso em que um bhikkhu compreende o significado desta e daquela afirmao Este o significado daquela afirmao, aquele o significado desta. Se ele no compreendesse o significado desta e daquela afirmao - Este o significado daquela afirmao, aquele o significado desta. - no se diria que ele algum com noo do significado. Portanto porque ele compreende o significado desta e daquela afirmao Este o significado daquela afirmao, aquele o significado desta. - que se diz que ele algum com noo do significado. Ele tem noo do Dhamma e noo do significado.

E como um bhikkhu tem noo de si mesmo? o caso em que um bhikkhu conhece a si mesmo. Este o tanto que tenho de convico, virtude, tolerncia, sabedoria, rapidez de compreenso. Se ele no conhecesse a si mesmo Este o tanto que tenho de convico, virtude, tolerncia, sabedoria, rapidez de compreenso no se diria que ele algum com noo de si mesmo. Portanto porque ele conhece a si mesmo Este o tanto que tenho de convico, virtude, tolerncia, sabedoria, rapidez de compreenso que se diz que ele algum com noo de si mesmo. Ele tem noo do Dhamma, noo do significado e noo de si mesmo.

E como um bhikkhu tem noo de moderao? o caso em que um bhikkhu compreende a moderao ao aceitar mantos, comida esmolada, moradia e medicamentos. Se ele no compreendesse a moderao ao aceitar mantos, comida esmolada, moradia e medicamentos, no se diria que ele algum com noo de moderao. Portanto porque ele compreende a moderao ao aceitar mantos, comida esmolada, moradia e medicamentos, que se diz que ele algum com noo de moderao. Ele tem noo do Dhamma, noo do significado, noo de si mesmo e noo de moderao.

E como um bhikkhu tem noo do tempo? o caso em que um bhikkhu compreende o tempo: Este, o momento para recitao; este, o momento para questionar; este, o momento de fazer esforo (na meditao); este, o momento para isolamento. Se ele no compreendesse o tempo - Este, o momento para recitao; este, o momento para questionar; este, o momento de fazer esforo (na meditao); este, o momento para isolamento no se diria que ele algum com noo do tempo. Portanto porque ele compreende o tempo - Este, o momento para recitao; este, o momento para questionar; este, o momento de fazer esforo (na meditao); este, o momento para isolamento que se diz que ele algum com noo do tempo. Ele tem noo do Dhamma, noo do significado, noo de si mesmo, noo de moderao e noo do tempo.

E como um bhikkhu tem noo de encontros sociais? o caso em que um bhikkhu compreende o encontro social em que est: Este, um encontro social de nobres guerreiros; este, um encontro social de sacerdotes; este, um encontro social de chefes de famlia; este, um encontro social de contemplativos; aqui se deve aproximar deles desta forma, ficar em p desta forma, agir desta forma, sentar desta forma, falar desta forma, permanecer em silncio desta forma. Se ele no compreendesse o encontro social em que est - Este, um encontro social de nobres guerreiros; este, um encontro social de sacerdotes; este, um encontro social de chefes de famlia; este, um encontro social de contemplativos; aqui se deve aproximar deles desta forma, ficar em p desta forma, agir desta forma, sentar desta forma, falar desta forma, permanecer em silncio desta forma no se diria que ele algum com noo de encontros sociais. Portanto porque ele compreende o encontro social em que est - Este, um encontro social de nobres guerreiros; este, um encontro social de sacerdotes; este, um encontro social de chefes de famlia; este, um encontro social de contemplativos; aqui se deve aproximar deles desta forma, ficar em p desta forma, agir desta forma, sentar desta forma, falar desta forma, permanecer em silncio desta forma que se diz que ele algum com noo de encontros sociais. Ele tem noo do Dhamma, noo do significado, noo de si mesmo, noo de moderao, noo do tempo e noo de encontros sociais.

E como um bhikkhu tem noo das diferenas entre os indivduos? o caso em que as pessoas so conhecidas pelo bhikkhu em termos de duas categorias:

De duas pessoas uma quer ver os nobres e a outra no quer aquela que no quer ver os nobres deve ser criticada por isso, aquela que quer ver os nobres deve ser elogiada por isso.

De duas pessoas que querem ver os nobres uma quer ouvir o verdadeiro Dhamma e a outra no quer aquela que no quer ouvir o verdadeiro Dhamma deve ser criticada por isso, aquela que quer ouvir o verdadeiro Dhamma deve ser elogiada por isso.

De duas pessoas que querem ouvir o verdadeiro Dhamma uma ouve com o ouvido atento e a outra ouve sem o ouvido atento aquela que ouve sem o ouvido atento deve ser criticada por isso, aquela que ouve com o ouvido atento deve ser elogiada por isso.

De duas pessoas que ouvem com o ouvido atento uma, tendo ouvido o Dhamma, se recorda do que ouviu e a outra no se recorda aquela que tendo ouvido o Dhamma no se recorda do que ouviu deve ser criticada por isso, aquela que tendo ouvido o Dhamma se recorda do que ouviu deve ser elogiada por isso.

De duas pessoas que tendo ouvido o Dhamma, se recordam do que ouviram uma investiga o significado do Dhamma que memorizou e a outra no investiga aquela que no investiga o significado do Dhamma que memorizou deve ser criticada por isso, aquela que investiga o significado do Dhamma que memorizou deve ser elogiada por isso.

De duas pessoas que investigam o significado do Dhamma que memorizaram uma pratica o Dhamma de acordo com o Dhamma, tendo noo do Dhamma, tendo noo do significado, e outra que no pratica aquela que no pratica o Dhamma de acordo com o Dhamma, tendo noo do Dhamma, tendo noo do significado, deve ser criticada por isso, aquela que pratica o Dhamma de acordo com o Dhamma, tendo noo do Dhamma, tendo noo do significado deve ser elogiada por isso.

De duas pessoas que the praticam o Dhamma de acordo com o Dhamma, tendo noo do Dhamma, tendo noo do significado uma pratica tanto para o seu benefcio como o benefcio dos outros, e outra pratica para o seu prprio benefcio porm no para o benefcio dos outros - aquela que pratica para o seu prprio benefcio porm no para o benefcio dos outros deve ser criticada por isso, aquela que pratica tanto para o seu benefcio como para o benefcio dos outros deve ser elogiada por isso.

Assim como as pessoas so conhecidas pelo bhikkhu em termos de duas categorias. E assim como um bhikkhu tem noo das diferenas entre os indivduos.

[AN VII.64]  

E o Abenoado disse: Ananda, essas rvore sal brotaram flores em abundncia fora de poca ... Msica e canes divinas se ouvem do cu, em homenagem ao Tathagata. Nunca antes o Tathagata foi to honrado, reverenciado, estimado, cultuado e adorado. E no entanto, Ananda, qualquer bhikkhu, bhikkhuni, discpulo leigo, que permanecer praticando o Dhamma de modo apropriado e com perfeio realizar o caminho do Dhamma, ele ou ela honram o Tathagata, o reverenciam e estimam e prestam a ele a suprema homenagem. Portanto, Ananda, Ns permaneceremos praticando o Dhamma de modo apropriado e com perfeio realizaremos o caminho do Dhamma - esse deve ser o seu lema.

[DN 16.5.3]   


Revisado: 16 Abril 2013

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