Majjhima Nikaya 60

Apannaka Sutta

O Ensinamento Incontrovertvel

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1. Assim ouvi. Em certa ocasio o Abenoado estava perambulando por Kosala com uma grande sangha de bhikkhus at que por fim acabou chegando em um vilarejo brmane denominado Sala.

2. Os brmanes chefes de famlia de Sala ouviram: Gotama o contemplativo, o filho dos Sakyas, que adotou a vida santa deixando o cl dos Sakyas, que andava perambulando em Kosala com um grande nmero de bhikkhus chegou em Sala. E acerca desse mestre Gotama existe essa boa reputao: Esse Abenoado um arahant, perfeitamente iluminado, consumado no verdadeiro conhecimento e conduta, bem-aventurado, conhecedor dos mundos, um lder insupervel de pessoas preparadas para serem treinadas, mestre de devas e humanos, desperto, sublime. Ele declara - tendo realizado por si prprio com o conhecimento direto - este mundo com os seus devas, maras e brahmas, esta populao com seus contemplativos e brmanes, seus prncipes e o povo. Ele ensina o Dhamma com o significado e fraseado corretos, que admirvel no incio, admirvel no meio, admirvel no final; e ele revela uma vida santa que completamente perfeita e imaculada. bom poder encontrar algum to nobre.

3. Assim, os brmanes chefes de famlia de Sala se dirigiram ao Abenoado. Alguns homenagearam o Abenoado e sentaram a um lado; alguns trocaram saudaes corteses com ele e aps a troca de saudaes sentaram a um lado; alguns ajuntaram as mos em respeitosa saudao e sentaram a um lado; alguns anunciaram o seu nome e cl e sentaram a um lado. Alguns permaneceram em silncio e sentaram a um lado.

4. Ao estarem sentados, o Abenoado perguntou: Chefes de famlia, existe algum mestre que lhes agrade, no qual vocs tenham adquirido f suportada pela razo? [1]

No, venervel senhor, no existe um mestre que nos agrade e no qual tenhamos adquirido f suportada pela razo.

J que, chefes de famlia, vocs no encontraram um mestre que lhes agrade, vocs poderiam adotar e praticar este ensinamento incontrovertvel; [2] pois se o ensinamento incontrovertvel for aceito e praticado, ir conduzir ao seu bem-estar e felicidade por muito tempo. E qual o ensinamento incontrovertvel? [3]

(I. A Doutrina do Niilismo)

5. (A) Chefes de famlia, existem alguns contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento o seguinte: 'No existe nada que dado, nada que oferecido, nada que sacrificado; no existe fruto ou resultado de aes boas ou ms; no existe este mundo nem outro mundo; no existe me nem pai; nenhum ser que renasa espontaneamente; no existem no mundo brmanes nem contemplativos bons e virtuosos que, aps terem conhecido e compreendido diretamente por eles mesmos, proclamam este mundo e o prximo.' [4]

6. (B) Agora, existem alguns contemplativos e brmanes cuja doutrina diretamente oposta doutrina daqueles contemplativos e brmanes e eles dizem o seguinte: Existe aquilo que dado e o que oferecido e o que sacrificado; existe fruto e resultado de boas e ms aes; existe este mundo e o outro mundo; existe a me e o pai; existem seres que renascem espontaneamente; existem no mundo brmanes e contemplativos bons e virtuosos que, aps terem conhecido e compreendido diretamente por eles mesmos, proclamam este mundo e o prximo. O que vocs pensam, chefes de famlia? Esses contemplativos e brmanes no possuem doutrinas diretamente opostas? Sim, venervel senhor.

7. (A.i) Agora, chefes de famlia, daqueles contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento este: 'No existe nada que dado ... no existem no mundo brmanes nem contemplativos bons e virtuosos que, aps terem conhecido e compreendido diretamente por eles mesmos, proclamam este mundo e o prximo,' de se esperar que eles evitem aqueles trs estados benficos, isto , a boa conduta corporal, a boa conduta verbal e a boa conduta mental e que eles adotem e pratiquem aqueles trs estados prejudiciais, isto , a m conduta corporal, a m conduta verbal e a m conduta mental. Por que isso? Porque esses contemplativos e brmanes no vm nos estados prejudiciais o perigo, a degradao e a contaminao, nem vm nos estados benficos as vantagens da renncia, a eliminao das contaminaes.

8. (A.ii) Como na verdade existe um outro mundo, aquele que entender que no existe outro mundo possui o entendimento incorreto. Como na verdade existe um outro mundo, aquele que pensar que no existe outro mundo possui o pensamento incorreto. Como na verdade existe um outro mundo, aquele que afirmar que no existe outro mundo possui a linguagem incorreta. Como na verdade existe um outro mundo, aquele que disser que no existe outro mundo se ope queles arahants que conhecem o outro mundo. Como na verdade existe um outro mundo, aquele que convencer algum que no existe outro mundo o estar convencendo a aceitar o Dhamma que no verdadeiro; e porque ele convence algum a aceitar um Dhamma que no verdadeiro, ele elogia a si mesmo e menospreza os outros. Dessa forma, qualquer virtude pura que ele possusse antes abandonada e substituda pela conduta corrompida. [5] O entendimento incorreto, pensamento incorreto, linguagem incorreta, a oposio aos nobres, o convencer algum a aceitar o Dhamma que no verdadeiro, o elogiar a si mesmo e menosprezar os outros todos esses estados ruins e prejudiciais surgem, portanto, tendo o entendimento incorreto como sua condio.

9. (A.iii) Com relao a isso um homem sbio considera da seguinte forma: Se no existir um outro mundo, ento na dissoluo do corpo essa pessoa ter assegurado o seu bem-estar. [6] Mas se existir um outro mundo, ento na dissoluo do corpo, aps a morte, ela ir renascer num estado de privao, num destino infeliz, nos reinos inferiores, at mesmo no inferno. Agora, sendo ou no verdadeiras as palavras daqueles contemplativos e brmanes vou assumir que no existe um outro mundo: nesse caso, essa pessoa censurada aqui e agora pelos sbios como uma pessoa imoral, algum que possui o entendimento incorreto, que segue a doutrina do niilismo. [7] Mas por outro lado, se existe um outro mundo, ento essa pessoa fez uma jogada infeliz pelos dois lados: visto que ela censurada pelos sbios aqui e agora e que na dissoluo do corpo, aps a morte, ela ir renascer num estado de privao, num destino infeliz, nos reinos inferiores, at mesmo no inferno. Ela aceitou e colocou em prtica o ensinamento incontrovertvel incorretamente de tal forma que apenas um lado est coberto e exclui a alternativa benfica. [8]

10. (B.i) Agora, chefes de famlia, daqueles contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento este: 'Existe aquilo que dado ... existem no mundo brmanes e contemplativos bons e virtuosos que, aps terem conhecido e compreendido diretamente por eles mesmos, proclamam este mundo e o prximo,' de se esperar que eles evitem aqueles trs estados prejudiciais, isto , a m conduta corporal, a m conduta verbal e a m conduta mental e que eles adotem e pratiquem aqueles trs estados benficos, isto , a boa conduta corporal, a boa conduta verbal e a boa conduta mental. Por que isso? Porque esses contemplativos e brmanes vm nos estados prejudiciais o perigo, a degradao e a contaminao, e nos estados benficos as vantagens da renncia, a eliminao das contaminaes.

11. (B.ii) Como na verdade existe um outro mundo, aquele que entender que existe outro mundo possui o entendimento correto. Como na verdade existe um outro mundo, aquele que pensar que existe outro mundo possui o pensamento correto. Como na verdade existe um outro mundo, aquele que afirmar que existe outro mundo possui a linguagem correta. Como na verdade existe um outro mundo, aquele que disser que existe outro mundo no se ope queles arahants que conhecem o outro mundo. Como na verdade existe um outro mundo, aquele que convencer algum que existe outro mundo o estar convencendo a aceitar o Dhamma que verdadeiro; e porque ele convence algum a aceitar o Dhamma que verdadeiro, ele no elogia a si mesmo e menospreza os outros. Dessa forma, qualquer conduta corrompida que ele possusse antes abandonada e substituda pela virtude pura. O entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, a no oposio aos nobres, o convencer algum a aceitar o Dhamma que verdadeiro, o no elogiar a si mesmo e menosprezar os outros todos esses estados benficos surgem, portanto, tendo o entendimento correto como sua condio.

12. (B.iii) Com relao a isso um homem sbio considera da seguinte forma: Se existe um outro mundo, ento na dissoluo do corpo, aps a morte, essa pessoa ir renascer num destino feliz, at mesmo no paraso. Agora, sendo ou no verdadeiras as palavras daqueles contemplativos e brmanes vou assumir que no existe um outro mundo: nesse caso, essa pessoa elogiada aqui e agora pelos sbios como sendo uma pessoa virtuosa, algum que possui o entendimento correto, que segue a doutrina da afirmao.[9] Mas por outro lado, se existe um outro mundo, ento essa pessoa fez uma jogada feliz pelos dois lados: visto que ela elogiada pelos sbios aqui e agora e que na dissoluo do corpo, aps a morte, ela ir renascer num destino feliz, at mesmo no paraso. Ela aceitou e colocou em prtica o ensinamento incontrovertvel corretamente de tal forma que ambos os lados esto cobertos e exclui a alternativa prejudicial. [10]

(II. A Doutrina da No Ao)

13. (A) Chefes de famlia, existem alguns contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento o seguinte: [11] Agindo ou fazendo com que outros ajam, mutilando ou fazendo com que outros mutilem, torturando ou fazendo com que outros torturem, causando sofrimento ou fazendo com que outros causem sofrimento, atormentando ou fazendo com que outros atormentem, intimidando ou fazendo com que outros intimidem, matando, tomando o que no dado, arrombando casas, pilhando riquezas, roubando, emboscando nas estradas, cometendo adultrio, dizendo mentiras - a pessoa no faz o mal. Se com um lmina afiada como uma navalha algum convertesse todos os seres vivos sobre a terra num nico amontoado de carne, uma nica pilha de carne, por causa disso no haveria mal e nenhum resultado do mal. Mesmo se algum fosse ao longo da margem direita do rio Gnges, matando e fazendo com que outros matem, mutilando e fazendo com que outros mutilem, torturando e fazendo com que outros torturem, por causa disso no haveria mal e nenhum resultado do mal. Mesmo se algum fosse ao longo da margem esquerda do rio Gnges, dando ddivas e fazendo com que outros dem ddivas, dando oferendas e fazendo com que outros dem oferendas, por causa disso no haveria mrito e nenhum resultado do mrito. Atravs da generosidade, do autocontrole, da conteno e dizendo a verdade no h mrito por essa causa, nenhum resultado do mrito.

14. (B) Agora, existem alguns contemplativos e brmanes cuja doutrina diretamente oposta doutrina daqueles contemplativos e brmanes e eles dizem o seguinte: Agindo ou fazendo com que outros ajam, mutilando ou fazendo com que outros mutilemdizendo mentiras - a pessoa faz o mal. Se com um lmina afiada como uma navalha algum convertesse todos os seres vivos sobre a terra num nico amontoado de carne, uma nica pilha de carne, por causa disso haveria mal e resultado do mal. Se algum fosse ao longo da margem direita do rio Gnges, matando e fazendo com que outros matem, mutilando e fazendo com que outros mutilem, torturando e fazendo com que outros torturem, por causa disso haveria mal e resultado do mal. Se algum fosse ao longo da margem esquerda do rio Gnges, dando ddivas e fazendo com que outros dem ddivas, dando oferendas e fazendo com que outros dem oferendas, por causa disso haveria mrito e resultado do mrito. Atravs da generosidade, do autocontrole, da conteno e dizendo a verdade h mrito por essa causa, resultado do mrito. O que vocs pensam, chefes de famlia? Esses contemplativos e brmanes no possuem doutrinas diretamente opostas? Sim, venervel senhor.

15. (A.i) Agora, chefes de famlia, daqueles contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento este: Agindo ou fazendo com que outros ajam ... no existe mrito e nenhum resultado do mrito,' de se esperar que eles evitem aqueles trs estados benficos, isto , a boa conduta corporal, a boa conduta verbal e a boa conduta mental e que eles adotem e pratiquem aqueles trs estados prejudiciais, isto , a m conduta corporal, a m conduta verbal e a m conduta mental. Por que isso? Porque esses contemplativos e brmanes no vm nos estados prejudiciais o perigo, a degradao e a contaminao, nem vm nos estados benficos as vantagens da renncia, a eliminao das contaminaes.

16. (A.ii) Como na verdade existe a ao, aquele que entender que no existe a ao possui o entendimento incorreto. Como na verdade existe a ao, aquele que pensar que no existe a ao possui o pensamento incorreto. Como na verdade existe a ao, aquele que afirmar que no existe a ao possui a linguagem incorreta. Como na verdade existe a ao, aquele que disser que no existe a ao se ope queles arahants que possuem a doutrina de que existe a ao. Como na verdade existe a ao, aquele que convencer algum que no existe a ao o estar convencendo a aceitar o Dhamma que no verdadeiro; e porque ele convence algum a aceitar um Dhamma que no verdadeiro, ele elogia a si mesmo e menospreza os outros. Dessa forma, qualquer virtude pura que ele possusse antes abandonada e substituda pela conduta corrompida. O entendimento incorreto, pensamento incorreto, linguagem incorreta, a oposio aos nobres, o convencer algum a aceitar o Dhamma que no verdadeiro, o elogiar a si mesmo e menosprezar os outros todos esses estados ruins e prejudiciais surgem, portanto, tendo o entendimento incorreto como sua condio.

17. (A.iii) Com relao a isso um homem sbio considera da seguinte forma: Se no existe a ao, ento na dissoluo do corpo essa pessoa ter assegurado o seu bem estar. Mas se existir a ao, ento na dissoluo do corpo, aps a morte, ela ir renascer num estado de privao, num destino infeliz, nos reinos inferiores, at mesmo no inferno. Agora, sendo ou no verdadeiras as palavras daqueles contemplativos e brmanes vou assumir que no existe a ao: nesse caso, essa pessoa censurada aqui e agora pelos sbios como sendo uma pessoa imoral, algum que possui o entendimento incorreto, que segue a doutrina da no ao. Mas por outro lado, se existe a ao, ento essa pessoa fez uma jogada infeliz pelos dois lados: visto que ela censurada pelos sbios aqui e agora e que na dissoluo do corpo, aps a morte, ela ir renascer num estado de privao, num destino infeliz, nos reinos inferiores, at mesmo no inferno. Ela aceitou e colocou em prtica o ensinamento incontrovertvel incorretamente de tal forma que apenas um lado est coberto e exclui a alternativa benfica.

18. (B.i) Agora, chefes de famlia, daqueles contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento este: Agindo ou fazendo com que outros ajam ... existe mrito e resultado do mrito, de se esperar que eles evitem aqueles trs estados prejudiciais, isto , a m conduta corporal, a m conduta verbal e a m conduta mental e que eles adotem e pratiquem aqueles trs estados benficos, isto , a boa conduta corporal, a boa conduta verbal e a boa conduta mental. Por que isso? Porque esses contemplativos e brmanes vm nos estados prejudiciais o perigo, a degradao e a contaminao, e nos estados benficos as vantagens da renncia, a eliminao das contaminaes.

19. (B.ii) Como na verdade existe a ao, aquele que entender que existe a ao possui o entendimento correto. Como na verdade existe a ao, aquele que pensar que existe a ao possui o pensamento correto. Como na verdade existe a ao, aquele que afirmar que existe a ao possui a linguagem correta. Como na verdade existe a ao, aquele que disser que existe a ao ele no se ope queles arahants que possuem a doutrina de que existe a ao. Como na verdade existe a ao, aquele que convencer algum que existe a ao o estar convencendo a aceitar o Dhamma que verdadeiro; e porque ele convence algum a aceitar o Dhamma que verdadeiro, ele no elogia a si mesmo e menospreza os outros. Dessa forma, qualquer conduta corrompida que ele possusse antes abandonada e substituda pela virtude pura. O entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, a no oposio aos nobres, o convencer algum a aceitar o Dhamma que verdadeiro, o no elogiar a si mesmo e menosprezar os outros todos esses estados benficos surgem, portanto, tendo o entendimento correto como sua condio.

20. (B.iii) Com relao a isso um homem sbio considera da seguinte forma: Se existe a ao, ento na dissoluo do corpo, aps a morte, essa pessoa ir renascer num destino feliz, at mesmo no paraso. Agora, sendo ou no verdadeiras as palavras daqueles contemplativos e brmanes vou assumir que no existe a ao: nesse caso, essa pessoa elogiada aqui e agora pelos sbios como sendo uma pessoa virtuosa, algum que possui o entendimento correto, que segue a doutrina da ao. Mas por outro lado, se existe a ao, ento essa pessoa fez uma jogada feliz pelos dois lados: visto que ela elogiada pelos sbios aqui e agora e que na dissoluo do corpo, aps a morte, ela ir renascer num destino feliz, at mesmo no paraso. Ela aceitou e colocou em prtica o ensinamento incontrovertvel corretamente de tal forma que ambos os lados esto cobertos e exclui a alternativa prejudicial.

(III. A Doutrina da No Causalidade)

21. (A) Chefes de famlia, existem alguns contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento o seguinte: [12] No existem causas e condies para a contaminao dos seres. Os seres so contaminados sem causas e condies. No h causas e condies para a purificao dos seres. Os seres so purificados sem causas e condies. A realizao de uma dada condio, de qualquer carter, no depende quer seja das prprias aes, ou das aes dos outros, ou do esforo humano. No h tal coisa como o poder ou energia, nem o poder humano ou a energia humana. Todos os animais, todas as criaturas, todos os seres, todas as almas, no tm fora, poder e energia por si mesmos. Eles se inclinam nesta ou naquela direo de acordo com o seu destino, moldado de acordo com as circunstncias e natureza da classe qual pertencem, de acordo com a sua respectiva natureza: e de acordo com a sua posio numa dessas seis classes que eles experimentam o prazer e a dor. [13]

22. (B) Agora, existem alguns contemplativos e brmanes cuja doutrina diretamente oposta doutrina daqueles contemplativos e brmanes, e eles dizem o seguinte: Existem causas e condies para a contaminao dos seres. Os seres so contaminados com causas e condies. H causas e condies para a purificao dos seres. Os seres so purificados com causas e condies. A realizao de uma dada condio, de qualquer carter, depende quer seja das prprias aes, ou das aes dos outros, ou do esforo humano. H tal coisa como o poder ou energia, e o poder humano ou a energia humana. Todos os animais, todas as criaturas, todos os seres, todas as almas, tm fora, poder e energia por si mesmos. Eles no se inclinam nesta ou naquela direo de acordo com o seu destino, moldado de acordo com as circunstncias e natureza da classe qual pertencem, de acordo com a sua respectiva natureza: no de acordo com a sua posio numa dessas seis classes que eles experimentam o prazer e a dor. O que vocs pensam, chefes de famlia? Esses contemplativos e brmanes no possuem doutrinas diretamente opostas? Sim, venervel senhor.

23. (A.i) Agora, chefes de famlia, daqueles contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento este: No existem causas e condies para a contaminao dos seres ... eles experimentam o prazer e a dor,' de se esperar que eles evitem aqueles trs estados benficos, isto , a boa conduta corporal, a boa conduta verbal e a boa conduta mental e que eles adotem e pratiquem aqueles trs estados prejudiciais, isto , a m conduta corporal, a m conduta verbal e a m conduta mental. Por que isso? Porque esses contemplativos e brmanes no vm nos estados prejudiciais o perigo, a degradao e a contaminao, nem vm nos estados benficos as vantagens da renncia, a eliminao das contaminaes.

24. (A.ii) Como na verdade existe causalidade, aquele que entender que no existe causalidade possui o entendimento incorreto. Como na verdade existe causalidade, aquele que pensar que no existe causalidade possui o pensamento incorreto. Como na verdade existe causalidade, aquele que afirmar que no existe causalidade possui a linguagem incorreta. Como na verdade existe causalidade, aquele que disser que no existe causalidade se ope queles arahants que possuem a doutrina de que existe causalidade. Como na verdade existe causalidade, aquele que convencer algum que no existe causalidade o estar convencendo a aceitar o Dhamma que no verdadeiro; e porque ele convence algum a aceitar um Dhamma que no verdadeiro, ele elogia a si mesmo e menospreza os outros. Dessa forma, qualquer virtude pura que ele possusse antes abandonada e substituda pela conduta corrompida. O entendimento incorreto, pensamento incorreto, linguagem incorreta, a oposio aos nobres, o convencer algum a aceitar o Dhamma que no verdadeiro, o elogiar a si mesmo e menosprezar os outros todos esses estados ruins e prejudiciais surgem, portanto, tendo o entendimento incorreto como sua condio.

25. (A.iii) Com relao a isso um homem sbio considera da seguinte forma: Se no existe causalidade, ento na dissoluo do corpo essa pessoa ter assegurado o seu bem estar. Mas se existir causalidade, ento na dissoluo do corpo, aps a morte, ela ir renascer num estado de privao, num destino infeliz, nos reinos inferiores, at mesmo no inferno. Agora, sendo ou no verdadeiras as palavras daqueles contemplativos e brmanes vou assumir que no existe causalidade: nesse caso, essa pessoa censurada aqui e agora pelos sbios como sendo uma pessoa imoral, algum que possui o entendimento incorreto, que segue a doutrina da no ao. Mas por outro lado, se existe causalidade, ento essa pessoa fez uma jogada infeliz pelos dois lados: visto que ela censurada pelos sbios aqui e agora e que na dissoluo do corpo, aps a morte, ela ir renascer num estado de privao, num destino infeliz, nos reinos inferiores, at mesmo no inferno. Ela aceitou e colocou em prtica o ensinamento incontrovertvel incorretamente de tal forma que apenas um lado est coberto e exclui a alternativa benfica.

26. (B.i) Agora, chefes de famlia, daqueles contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento este: Existem causas e condies para a contaminao dos seres ... eles experimentam o prazer e a dor,' de se esperar que eles evitem aqueles trs estados prejudiciais, isto , a m conduta corporal, a m conduta verbal e a m conduta mental e que eles adotem e pratiquem aqueles trs estados benficos, isto , a boa conduta corporal, a boa conduta verbal e a boa conduta mental. Por que isso? Porque esses contemplativos e brmanes vm nos estados prejudiciais o perigo, a degradao e a contaminao, e nos estados benficos as vantagens da renncia, a eliminao das contaminaes.

27. (B.ii) Como na verdade existe causalidade, aquele que entender que existe causalidade possui o entendimento correto. Como na verdade existe causalidade, aquele que pensar que existe causalidade possui o pensamento correto. Como na verdade existe causalidade, aquele que afirmar que existe causalidade possui a linguagem correta. Como na verdade existe causalidade, aquele que disser que existe causalidade no se ope queles arahants que possuem a doutrina de que existe causalidade. Como na verdade existe causalidade, aquele que convencer algum que existe causalidade o estar convencendo a aceitar o Dhamma que verdadeiro; e porque ele convence algum a aceitar o Dhamma que verdadeiro, ele no elogia a si mesmo e menospreza os outros. Dessa forma, qualquer conduta corrompida que ele possusse antes abandonada e substituda pela virtude pura. O entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, a no oposio aos nobres, o convencer algum a aceitar o Dhamma que verdadeiro, o no elogiar a si mesmo e menosprezar os outros todos esses estados benficos surgem, portanto, tendo o entendimento correto como sua condio.

28. (B.iii) Com relao a isso um homem sbio considera da seguinte forma: Se existe causalidade, ento na dissoluo do corpo, aps a morte, essa pessoa ir renascer num destino feliz, at mesmo no paraso. Agora, sendo ou no verdadeiras as palavras daqueles contemplativos e brmanes vou assumir que no existe causalidade: nesse caso, essa pessoa elogiada aqui e agora pelos sbios como sendo uma pessoa virtuosa, algum que possui o entendimento correto, que segue a doutrina da causalidade. Mas por outro lado, se existe causalidade, ento essa pessoa fez uma jogada feliz pelos dois lados: visto que ela elogiada pelos sbios aqui e agora e que na dissoluo do corpo, aps a morte, ela ir renascer num destino feliz, at mesmo no paraso. Ela aceitou e colocou em prtica o ensinamento incontrovertvel corretamente de tal forma que ambos os lados esto cobertos e exclui a alternativa prejudicial.

(IV. No existem Mundos Imateriais)

29. Chefes de famlia, existem alguns contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento o seguinte: Definitivamente no existem mundos imateriais.[14]

30. Agora, existem alguns contemplativos e brmanes cuja doutrina diretamente oposta doutrina daqueles contemplativos e brmanes e eles dizem o seguinte: Definitivamente existem mundos imateriais. O que vocs pensam, chefes de famlia? Esses contemplativos e brmanes no possuem doutrinas diretamente opostas? Sim, venervel senhor.

31. Com relao a isso um homem sbio considera da seguinte forma: Esses contemplativos e brmanes possuem a doutrina e o entendimento de que definitivamente no existem mundos imateriais, mas isso no foi visto por mim. E esses outros contemplativos e brmanes possuem a doutrina e o entendimento de que definitivamente existem mundos imateriais, mas isso no foi experimentado por mim. Se, sem ver e experimentar, eu tomasse um partido e declarasse: Somente isso verdadeiro, todo o restante falso, isso no seria compatvel comigo. Agora quanto aos contemplativos e brmanes que possuem a doutrina e o entendimento de que definitivamente no existem mundos imateriais, se o que eles dizem verdadeiro ento com certeza ainda possvel que eu possa renascer (depois da morte) entre os devas dos mundos da matria sutil. [15] Mas quanto aos contemplativos e brmanes que possuem a doutrina e o entendimento de que definitivamente existem mundos imateriais, se o que eles dizem verdadeiro ento com certeza ainda possvel que eu possa renascer (depois da morte) entre os devas dos mundos imateriais. O tomar clavas e armas, brigas, rixas, disputas, recriminaes, malcia e mentiras, tudo isso ocorre com base na forma material, mas isso no existe de nenhum modo nos mundos imateriais. Depois de assim refletir, ele pratica o caminho para o desapego das formas materiais, para o desaparecimento e cessao das formas materiais. [16]

(V. No existe a Cessao de Ser/Existir)

32. Chefes de famlia, existem alguns contemplativos e brmanes cuja doutrina e entendimento o seguinte: Definitivamente no existe a cessao de ser/existir.[17]

33. Agora, existem alguns contemplativos e brmanes cuja doutrina diretamente oposta doutrina daqueles contemplativos e brmanes e eles dizem o seguinte: Definitivamente existe a cessao de ser/existir. O que vocs pensam, chefes de famlia? Esses contemplativos e brmanes no possuem doutrinas diretamente opostas? Sim, venervel senhor.

34. Com relao a isso um homem sbio considera da seguinte forma: Esses contemplativos e brmanes possuem a doutrina e o entendimento de que definitivamente no existe a cessao de ser/existir, mas isso no foi visto por mim. E esses outros contemplativos e brmanes possuem a doutrina e o entendimento de que definitivamente existe a cessao de ser/existir, mas isso no foi experimentado por mim. Se, sem ver e experimentar, eu tomasse um partido e declarasse: Somente isso verdadeiro, todo o restante falso, isso no seria compatvel comigo. Agora, quanto aos contemplativos e brmanes que possuem a doutrina e o entendimento de que definitivamente no existe a cessao de ser/existir, se o que eles dizem verdadeiro, ento com certeza ainda possvel que eu possa renascer (depois da morte) entre os devas do mundo da matria sutil. Mas quanto aos contemplativos e brmanes que possuem a doutrina e o entendimento de que definitivamente existe a cessao de ser/existir, se o que eles dizem verdadeiro, ento com certeza ainda possvel que eu possa aqui e agora realizar nibbana. O entendimento desses contemplativos e brmanes que possuem a doutrina e o entendimento de que definitivamente no existe a cessao de ser/existir, est prximo da cobia, prximo do cativeiro, prximo do deleite, prximo do apego; mas o entendimento daqueles contemplativos e brmanes que possuem a doutrina e o entendimento de que definitivamente existe a cessao de ser/existir, est prximo da no-cobia, prximo do no-cativeiro, prximo do no-deleite, prximo do no-apego. Depois de refletir dessa forma ele pratica o caminho para o desapego de ser/existir, para o desaparecimento e cessao de ser/existir.[18]

(Quatro Tipos de Pessoas)

35. Chefes de famlia, existem quatro tipos de pessoas que podem ser encontradas no mundo. Quais quatro? o caso de um tipo de pessoa que atormenta a si mesma e se dedica prtica de torturar a si mesma. o caso de um tipo de pessoa que atormenta os outros e se dedica prtica de torturar os outros. o caso de um tipo de pessoa que atormenta a si mesma e se dedica prtica de torturar a si mesma e ela tambm atormenta os outros e se dedica prtica de torturar os outros. o caso de um tipo de pessoa que no atormenta a si mesma, nem se dedica prtica de torturar a si mesma e ela tambm no atormenta os outros, nem se dedica prtica de torturar os outros. Visto que ela no atormenta a si mesma nem aos outros, ela est aqui e agora sem apetite, apagada, arrefecida, e ela permanece experimentando a felicidade, tendo ela mesma se tornado santa.

36. Que tipo de pessoa, chefes de famlia, atormenta a si mesma e se dedica prtica de torturar a si mesma? Neste caso uma certa pessoa anda nua, rejeitando as convenes ... (igual ao MN51, verso 8) ... Assim de formas variadas ela permanece se dedicando prtica de atormentar e mortificar o corpo. A isto se chama o tipo de pessoa que atormenta a si mesma e se dedica prtica de torturar a si mesma.

37. Que tipo de pessoa, chefes de famlia, atormenta os outros e se dedica prtica de torturar os outros? Neste caso uma certa pessoa um aougueiro de ovelhas ... (igual ao MN51, verso 9) ... ou algum que se dedique a qualquer uma dessas ocupaes sanguinrias. A isto se chama o tipo de pessoa que atormenta os outros e se dedica prtica de torturar os outros.

38. Que tipo de pessoa, chefes de famlia, atormenta a si mesma e se dedica prtica de torturar a si mesma e ela tambm atormenta os outros e se dedica prtica de torturar os outros? Neste caso uma pessoa um rei consagrado ou um brmane prspero ... (igual ao MN51, verso 10) ... E ento os seus escravos, mensageiros e servos fazem preparativos com os rostos cobertos de lgrimas, incitados pelas ameaas de punio e pelo medo. A isto se chama o tipo de pessoa que atormenta a si mesma e se dedica prtica de torturar a si mesma e ela tambm atormenta os outros e se dedica prtica de torturar os outros.

39. Que tipo de pessoa, chefes de famlia, no atormenta a si mesma, nem se dedica prtica de torturar a si mesma e ela tambm no atormenta os outros, nem se dedica prtica de torturar os outros aquela que, visto que ela no atormenta a si mesma nem aos outros, est aqui e agora sem apetite, apagada, arrefecida, e ela permanece experimentando a felicidade, tendo ela mesma se tornado santa?

40-55. Neste caso, chefes de famlia, um Tathagata aparece no mundo ... (igual ao MN51, versos 12-27) ... Ele compreende: O nascimento foi destrudo, a vida santa foi vivida, o que deveria ser feito foi feito, no h mais vir a ser a nenhum estado.

56. A isto, chefes de famlia, se chama o tipo de pessoa que no atormenta a si mesma, nem se dedica prtica de torturar a si mesma e ela tambm no atormenta os outros, nem se dedica prtica de torturar os outros - aquela que, visto que ela no atormenta a si mesma nem aos outros, est aqui e agora sem fome, saciada, arrefecida, permanece experimentando a bem-aventurana, tendo ela mesma se tornado santa.

57. Quando isso foi dito, os brmanes chefes de famlia de Sala disseram para o Abenoado: "Magnfico, Mestre Gotama! Magnfico, Mestre Gotama! Mestre Gotama esclareceu o Dhamma de vrias formas, como se tivesse colocado em p o que estava de cabea para baixo, revelasse o que estava escondido, mostrasse o caminho para algum que estivesse perdido ou segurasse uma lmpada no escuro para aqueles que possuem viso pudessem ver as formas. Ns buscamos refgio no Mestre Gotama, no Dhamma e na Sangha dos bhikkhus. Que o Mestre Gotama nos aceite como discpulos leigos que nele buscaram refgio para o resto das nossas vidas."

 


 

Notas:

[1] MA: O Buda comea com esta pergunta porque o vilarejo de Sala estava situado na entrada para uma floresta, e muitos contemplativos e brmanes de credos diversos passavam a noite ali expondo as suas idias e destruindo as idias dos seus adversrios. Isso deixava os moradores do vilarejo perplexos, incapazes de se comprometerem com algum ensinamento em particular. [Retorna]

[2] Apannakadhamma. MA explica isto como um ensinamento que no contraditrio, livre de ambigidades, definitivamente aceitvel (aviraddho, advejjhagami, ekamsagahiko). [Retorna]

[3] As trs idias discutidas nos versos 5, 13 e 21 so denominadas entendimento incorreto com conseqncia ruim determinada. Apegar-se a elas com firme convico elimina a possibilidade de um renascimento no paraso e de alcanar a libertao. O exame dessas idias ocorre de acordo com o seguinte esquema: O Buda apresenta o entendimento incorreto A e a sua anttese B. Examinando A primeiro, em A.i ele mostra o efeito pernicioso dessa idia na conduta corporal, verbal e mental. Em A.ii ele d seguimento ao julgamento de que na verdade essa idia errada e descreve as conseqncias negativas adicionais em adot-la. Ento em A.iii ele mostra como uma pessoa sbia chega concluso de que quer a idia seja verdadeira ou no, o melhor para a pessoa rejeit-la. Em seguida a posio B considerada. Em B.i o Buda descreve a influncia benfica dessa idia na conduta. Em B.ii ele mostra conseqncias positivas adicionais ao adotar essa idia. E, em B.iii ele mostra como uma pessoa sbia chega concluso de que quer a idia seja verdadeira ou no, o melhor para a pessoa agir como se esse entendimento fosse verdadeiro. [Retorna]

[4] Veja o MN 41 Nota 1 para o esclarecimento de diversas expresses usadas na formulao dessa idia. [Retorna]

[5] Os termos em Pali so susilya e dusilya. Visto que virtude corrompida soa contraditrio, conduta foi empregado para interpretar a primeira palavra. [Retorna]

[6] Ele assegurou o seu bem-estar (sotthi) no sentido de que no estar sujeito ao sofrimento numa existncia futura. No entanto, ele ainda estar sujeito aos tipos de sofrimento que so encontrados nesta existncia, que o Buda ir mencionar. [Retorna]

[7] Natthikavada, literalmente a doutrina da no existncia, assim denominada porque nega a existncia de uma vida aps a morte e da conseqncia do kamma. [Retorna]

[8] A colocao em prtica do ensinamento incontrovertvel de apenas um lado significa que ela assegura o seu bem-estar somente na pressuposio de que no exista uma vida futura, enquanto que se houver uma vida futura ela perde dos dois lados. [Retorna]

[9] Atthikavada: a afirmao da existncia de uma vida futura e da conseqncia do kamma. [Retorna]

[10] A colocao em prtica do ensinamento dos dois lados significa que ela colhe o benefcio da sua idia que afirma a vida futura, quer a vida futura exista ou no. [Retorna]

[11] A doutrina da no ao (akiriyavada), no DN2 Samannaphala Sutta, atribuda a Purana Kassapa. Embora primeira vista a doutrina parea se apoiar sobre premissas materialistas, como a doutrina niilista anterior, existe evidncia cannica que Purana Kassapa possua uma doutrina fatalista. Assim o seu antinomianismo moral provavelmente deriva da idia de que toda ao est predestinada, de forma a abolir a atribuio de responsabilidade moral ao agente. [Retorna]

[12] Esta a doutrina da no causalidade (ahetukavada) defendida pelo lder Ajivaka, Makkhali Gosala, denominada a doutrina da purificao atravs do samsara (samsarasuddhi) no DN2 Samannaphala Sutta. [Retorna]

[13] Niyati, destino ou sorte, o principal principio explanatrio na filosofia de Makkhali, circunstncia e natureza (sangatibhava) parecem ser as formas de como o princpio opera respectivamente nos eventos externos e na constituio do indivduo. As seis categorias (abhijati) so seis graduaes dos seres humanos de acordo com o seu nvel de desenvolvimento espiritual, sendo que as trs principais esto reservadas para os trs mentores dos Ajivakas mencionado no MN36.5. [Retorna]

[14] Esta uma negao dos mundos com a existncia imaterial que so a contrapartida objetiva das quatro realizaes imateriais. [Retorna]

[15] Estes so os devas dos mundos que correspondem aos quatro jhanas. Eles possuem corpos com matria sutil, ao contrrio dos devas dos mundos imateriais que consistem apenas de mente sem qualquer mescla com a matria. [Retorna]

[16] MA: Embora o homem sbio em questo tenha dvidas quanto existncia dos mundos imateriais, ele alcana o quarto jhana e com base nisso ele tenta alcanar as absores imateriais. Se falhar, ele estar seguro de renascer nos mundos da matria sutil, mas se suceder, ele renascer nos mundos imateriais. Assim, para ele esta uma aposta num ensinamento incontrovertvel. [Retorna]

[17] MA: Cessao de ser/existir (bhavanirodha) equivale a nibbana. [Retorna]

[18] MA: Embora esta pessoa tenha dvidas quanto existncia de nibbana, ela alcana as oito realizaes meditativas e depois, usando uma dessas realizaes como base, desenvolve o insight, pensando: Se existe a cessao, ento alcanarei o estado de arahant e realizarei nibbana. Se falhar, ela estar certa de renascer no mundo imaterial, mas se suceder, ela ir alcanar o estado de arahant e realizar nibbana. [Retorna]

 

 

Revisado: 16 Abril 2013

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