Anguttara Nikaya VI.45

Ina Sutta

Dvida

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Bhikkhus, para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, a pobreza sofrimento no mundo.

Assim , venervel senhor.

E uma pessoa pobre, destituda, sem dinheiro, se endivida. Para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, endividar-se sofrimento no mundo.

Assim , venervel senhor.

E uma pessoa pobre, destituda, sem dinheiro, tendo se endividado, deve o pagamentos de juros. Para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, o pagamento de juros sofrimento no mundo.

Assim , venervel senhor.

E quando uma pessoa pobre, destituda, sem dinheiro, devendo o pagamento de juros, no paga os juros a tempo, os cobradores a assediam. Para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, ser assediado sofrimento no mundo.

Assim , venervel senhor.

E quando uma pessoa pobre, destituda, sem dinheiro, sendo assediada no paga, os cobradores a acossam. Para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, ser acossado sofrimento no mundo.

Assim , venervel senhor.

E quando uma pessoa pobre, destituda, sem dinheiro, sendo acossada no paga, os cobradores a aprisionam. Para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, ser aprisionado sofrimento no mundo.

Assim , venervel senhor.

Portanto, bhikkhus, para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, a pobreza sofrimento no mundo. Para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, endividar-se sofrimento no mundo. Para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, o pagamento de juros sofrimento no mundo. Para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, ser assediado sofrimento no mundo. Para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, ser acossado sofrimento no mundo. Para aquele que desfruta dos prazeres dos sentidos, ser aprisionado sofrimento no mundo.

Do mesmo modo, bhikkhus, aquele que na disciplina dos nobres, no tem convico com relao s qualidades mentais hbeis, no tem o senso de vergonha com relao s qualidades mentais hbeis, no tem o senso de temor com relao s qualidades mentais hbeis, no tem energia com relao s qualidades mentais hbeis, no tem sabedoria com relao s qualidades mentais hbeis, dito ser pobre, destitudo.

Ele, pobre, destitudo, sem ter a convico com relao s qualidades mentais hbeis, sem ter o senso de vergonha sem ter o senso de temor ... sem ter energia ... sem ter sabedoria com relao s qualidades mentais hbeis, pratica aes imprprias com o corpo, aes imprprias com a linguagem, aes imprprias com a mente. Para ele, eu lhes digo, isso endividar-se.

Tendo como propsito ocultar a sua conduta corporal imprpria, ele formula desejos ruins: Ele deseja, Que eles no saibam o que fiz. Ele decide, Que eles no saibam o que fiz. Ele fala, [pensando,] Que eles no saibam o que fiz. Ele faz esforo com o corpo, [pensando,] Que eles no saibam o que fiz. Tendo como propsito ocultar a sua conduta verbal imprpria ... Tendo como propsito ocultar a sua conduta mental imprpria, ele formula desejos ruins: Ele deseja, Que eles no saibam o que fiz. Ele decide, Que eles no saibam o que fiz. Ele fala, [pensando,] Que eles no saibam o que fiz. Ele faz esforo com o corpo, [pensando,] Que eles no saibam o que fiz. Para ele, eu lhes digo, isso o pagamento de juros [para pagar a sua dvida moral].

Depois, os seus companheiros virtuosos na vida santa dizem a respeito dele, Esse venervel age desse modo, se comporta desse modo. Para ele, eu lhes digo, isso ser assediado.

Depois, tendo ido para a floresta, para a sombra de uma rvore ou para uma cabana vazia, ele est tomado por pensamentos ruins e prejudiciais acompanhados pela ansiedade. Para ele, eu lhes digo, isso ser acossado.

Ele, [com a virtude] pobre, destitudo, tendo se dedicado conduta imprpria atravs do corpo, conduta imprpria atravs da linguagem, conduta imprpria atravs da mente, com a dissoluo do corpo, aps a morte, renasce num estado de privao, num destino infeliz, nos reinos inferiores, at mesmo no inferno. E eu no posso imaginar nenhum grilho to doloroso, to obstrutivo para a insupervel libertao contra o cativeiro, como o grilho do inferno ou o grilho do ventre animal.

 


>> Prximo Sutta

 

 

Revisado: 14 Abril 2007

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