Budismo e Cincia

Por

Ajaan Brahmavamso

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Faz algum tempo, fui convidado pelo Observatrio de West Perth como parte das comemoraes na Austrlia Ocidental (WA) do Centenrio da Federao. Os grupos de jovens de WA organizaram todos os eventos. Um dos eventos que eles apresentaram foi intitulado "Nosso Lugar no Espao". A idia era tentar descobrir se o futuro seguiria a cincia ou se seguiria a religio. Eles queriam ver como essas duas, assim chamadas abordagens contraditrias vida, iriam se dar no futuro. Assim eles convidaram representantes de um par de religies. Eu representei os budistas, e um professor de uma escola crist de prestgio representou os cristos. O astrnomo do estado e um jovem da Universidade de WA, que estava prestes a obter um doutorado em fsica, tambm faziam parte do painel, representando Astronomia e Fsica. O que eles no sabiam era que antes de me tornar monge eu tinha sido um fsico terico. Ento, eu sabia o que os Budistas sabem e eu tambm sabia o que eles sabiam. Foi um pouco injusto, mas muito divertido. Foi bem divertido falar com o pblico sobre o Budismo, religio e cincia, e como eles se unem. H perigos na religio e na cincia, mas ambas podem ser usadas para ajudar as pessoas a encontrarem um caminho nas suas vidas de um modo sbio, compassivo e eficaz.

O Fim do Universo

Comecei explicando algumas coisas sobre o Budismo que muitas pessoas no sabem. O Budismo to extenso que h ainda muitas coisas que as pessoas no Ocidente no sabem sobre esta grande religio, especialmente acerca das antigas escrituras, os Suttas. Por exemplo, voc sabe quem foi o primeiro homem no espao? No, certamente no foi Yuri Gagarin. Foi o Venervel Rohitassa! (AN IV.45)

Acho que todos sabem que se a meditao for realmente bem sucedida, possvel levitar. Um dos Suttas conta a histria de um eremita que vivia sozinho na floresta. Ele desenvolveu a sua meditao e aprendeu a elevar-se no ar e voar. Este eremita em particular no era apenas um levitador comum, era um dos melhores levitadores que j existiu. Com ele a levitao alcanou novas alturas! Visto que ele era capaz de ser muito rpido, capaz de ser mais rpido do que uma flecha, ele decidiu tentar descobrir onde o universo acabava. Ele voou por muitos, muitos, muitos anos, mas sem conseguir encontrar o fim do universo. Ele foi alm dos sistemas solares para o espao profundo usando o poder da mente. Muitas vezes as pessoas dizem que isso apenas uma crena. No real. Mas depois vou mencionar alguns fatos que mostram que isso provavelmente era real e certamente possvel. Ele prosseguiu por muitas dezenas de anos, e morreu no caminho, sem nunca encontrar o fim do universo.

Renascendo em um dos mundos celestiais o Venervel Rohitassa foi at o Buda e lhe contou a histria de sua vida anterior. Que, como um eremita, ele levitou e voou por um tempo sem fim, morrendo na viagem, sem chegar ao fim do cosmos. Ele no foi o primeiro cosmonauta ou astronauta, ele foi o primeiro mongenauta! O Buda o repreendeu, dizendo que essa no a maneira de encontrar o fim do universo. Em vez disso, disse o Buda enfaticamente que o incio e o fim do universo s pode ser encontrado atravs da investigao interior. Essa a resposta a uma das perguntas que as pessoas muitas vezes fazem aos Budistas: "Quem os Budistas acreditam criou este universo?" Um cientista reformularia essa mesma pergunta, "Qual a origem do universo?" A resposta que o incio e o fim do universo encontram-se dentro do nosso prprio corpo e mente. Voc o criador!

Relembrando Vidas Passadas

O Budismo est fundamentado na meditao, e a meditao pode revelar muitas, muitas coisas, especialmente memrias profundas do passado. Monges, monjas, e meditadores comuns, podem alcanar tais meditaes profundas de modo que no possam apenas levitar, mas tambm possam se lembrar de vidas passadas! Muitas pessoas so realmente capazes de fazer isso. Quando algum sai de uma meditao profunda h uma energia incrvel. Depois disso, a pessoa no capaz de dormir, nem ser capaz de assistir TV, porque a mente vai estar muito cheia de alegria e felicidade. Alm disso, a mente fica to poderosa que podemos lhe fazer sugestes, sugestes que normalmente no seramos capazes de cumprir. Mas com o poder da meditao profunda, possvel cumprir as sugestes. Eu realmente tenho ensinado para as pessoas essa meditao especial em retiros de meditao, porque em retiros de meditao algumas pessoas conseguem resultados profundos. Algumas vezes elas se lembram de memrias de quando eram bebes, e depois de estar no ventre da me. Se tiverem sorte elas se recordam de lembranas de quando eram uma pessoa muito velha, ou seja, as memrias de uma vida passada! Uma das coisas importantes com relao s memrias de vidas passadas que elas so muito reais para a pessoa que as experimenta. como se a pessoa estivesse l vivenciando. Quem j teve uma experincia dessas no tem nenhuma dvida com relao a vidas passadas. Deixa de ser uma teoria. Tais lembranas so como lembrar onde estivemos hoje no caf da manh. No h dvidas que era voc tomando o caf da manh. No imaginao. Com a mesma clareza, ou clareza ainda maior, voc lembra que aquela pessoa muito velha era voc, s que no era h algumas horas, foi h muitas dcadas atrs. Era uma poca diferente, um corpo diferente e uma vida diferente. Agora, se as pessoas podem fazer isso em retiros de meditao de nove dias, imagine o que pode ser feito se algum um monge ou monja, que no medita apenas durante um fim de semana, ou durante nove dias, mas 9 anos, 29, 39 , ou 59 anos. Imagine o quanto de energia pode ser gerada na meditao. Agora imagine quanto mais poder pode ser gerado se algum um Buda com uma mente iluminada.

Agora vocs j sabem o que devem fazer para descobrir por si mesmos se vocs j viveram antes. Meditar. No me refiro apenas a meditar para se livrar do estresse e para se acalmar. Quero dizer realmente meditar, profundamente. Medite para experimentar aquilo que chamamos os jhanas. Esses so estados de absoro profundos, em que o corpo desaparece. No h sensaes. Voc no consegue ver. Voc no consegue ouvir. Voc est absolutamente no interior da mente. No h pensamentos, mas voc est perfeitamente consciente. Voc est em xtase. O mtodo, as instrues para essa experincia, esto muito claramente definidas. No meu livro O Mtodo Bsico de Meditao todos os passos esto descritos. Siga-os, e invista os recursos necessrios para ter essa experincia no apenas num retiro de fim de semana, mas em muitos retiros de fim de semana, e em alguns casos durante muitos anos de meditao. Se quiserem seguir o "mtodo cientfico", vocs tm que experimentar os jhanas. E ento, depois de sair desse estado, voc ir se perguntar, "Qual a minha lembrana mais antiga?" Voc pode continuar regredindo na sua mente, e, eventualmente, voc ir se lembrar. Voc vai ver por si mesmo a experincia de vidas passadas. Ento voc saber. Sim, verdade! Voc mesmo teve a experincia.

O Buda disse que lembrava de vidas passadas, muitas vidas passadas, muitos ons de vidas passadas. Ele disse especificamente que se lembrava 91 ons. Isto , 90 big bangs, o tempo antes e o tempo depois, intervalos de tempo enormes. Por isso o Buda disse que no era apenas um universo, mas muitos universos. Ns no estamos falando de universos paralelos, como alguns cientistas dizem. Estamos falando de universos seqenciais, aquilo que o Buda chamou sanvattati vivattati. Isso pali, significando a expanso do universo e a sua contrao, comeos e fins.

Os prprios Suttas oferecem uma medio para a vida til de um universo. Quando eu era um fsico terico, minhas reas de atuao eram o muito pequeno e o muito grande, a fsica das partculas fundamentais e a astrofsica. Esses eram os dois aspectos que eu mais gostava, o grande e o pequeno. Ento, eu sabia o que significava a idade de um universo e o que seria o "big bang". A idade de um universo, a ltima vez que vi nas publicaes, estava por volta de 17 mil milhes de anos. Os Suttas Budistas dizem que cerca de 37 mil milhes de anos um ciclo completo. Quando eu comentei isso com um astrnomo, ele disse que sim, que a estimativa estava dentro das possibilidades, seria aceitvel. A pessoa que organizou o seminrio "Nosso Lugar no Espao" fez uma piada sobre o fato de que cem ou duzentos anos atrs, o cristianismo disse que o universo tinha cerca de sete mil anos de idade. Esta estimativa com certeza no aceitvel, a Budista !

notvel que h 25 sculos houve uma cosmologia no Budismo que no entra em conflito com a fsica moderna. Mesmo aquilo que os astrnomos chamam de galxias, o Buda chamava de sistemas de rodas. Se algum de vocs j viu uma galxia, saber que existem dois tipos de galxia. Em primeiro lugar, h a galxia espiral. A Via Lctea um dessas. Vocs j viram uma galxia espiral? como uma roda! O outro tipo o aglomerado globular, que se parece com uma roda com um grande cubo no meio. 'Rodas' uma forma muito precisa de descrever galxias. Isto foi explicado por algum 25 sculos atrs, quando eles no tinham nem telescpios! Eles no precisavam de telescpios, pois poderiam ver por si mesmos!

H muitas coisas interessantes nos Suttas antigos, mesmo para aqueles entre vocs que gostam de coisas estranhas. Algumas vezes as pessoas fazem esta pergunta, "os Budistas acreditam em seres extra terrestres, em aliengenas? Se um aliengena pousasse aqui isso perturbaria o prprio fundamento do Budismo?" Quando estava lendo esses Suttas antigos, eu realmente encontrei uma referncia aos aliengenas! apenas um sutta muito pequeno, que diz haver outros sistemas csmicos, com outros sis, outros planetas, e outros seres. Isso extrado diretamente do Anguttara Nikaya. (AN X.29)

O Fantasma na Mquina

Durante o seminrio no Observatrio em West Perth, algum da platia levantou a mo e perguntou: "Por que que quando olho atravs de um telescpio sinto que a minha religio questionada?" Ela era catlica. Ela explicou que sentiu medo ao olhar atravs de um telescpio, porque o que ela viu no concordava com o que lera na Bblia. Como Budista voc no precisa ter medo. Eu tomei essa questo e a dirigi para os cientistas, perguntando: "E se voc olhasse atravs da extremidade oposta do telescpio para investigar quem est olhando? Acho que vocs, cientistas, ficariam com medo. Vocs teriam medo de virar o telescpio para dentro e olharem para si mesmos, e perguntarem quem est olhando para tudo isso?" Parte do problema com a cincia que tudo est 'l fora'. sempre uma pessoa que olha atravs do telescpio, olhando para o aparelho, mas nunca refletindo de volta para ver quem est realmente olhando para tudo isso. Quem est fazendo isso?

Quando a discusso estava comeando a ficar um pouco chata, resolvi agitar o astrnomo, conversando sobre a vida. Qualquer cientista saberia que a mecnica quntica, ou a teoria quntica, descreve o mundo como composto de funes de onda. A funo de onda especifica a probabilidade de um evento observvel. No entanto, quando envolvida a vida, quando uma observao feita, a funo de onda colapsa e a realidade como conhecemos acontece. Tem que haver a observao, uma vida, para que isso acontea. A teoria quntica necessita um observador, uma vida, para dar sentido s equaes. Aps a revoluo da fsica quntica, um universo objetivo, independente da vida, perdeu o sentido.

Outra lei fundamental da fsica chamada a Segunda Lei da Termodinmica, que diz que a entropia sempre aumenta. Em outras palavras, a vida fica mais desordenado, ainda mais catica. No entanto, recentemente, algum ganhou o Prmio Nobel por provar uma exceo, que, quando h um sistema fechado que inclui a vida, a entropia diminui! A vida d ordem ao caos, refutando a Segunda Lei da Termodinmica. Por causa da vida temos organizao em vez de desordem. O universo um sistema fechado e nele h vida. por isso que h organizao.

Quando eu estava na universidade, a vida era o que os fsicos chamavam, o "fantasma na mquina". O "fantasma na mquina" o que baguna todas as teorias objetivas. Este fantasma tem assustado muitos cientistas!

Seguindo as Crenas s Cegas

Esse mtodo que nas universidades, nos laboratrios, e nos hospitais, tomamos como cincia, muitas vezes sofre da mesma enfermidade que o dogmatismo religioso. Vocs sabem como o dogmatismo religioso. Temos uma crena e se ela se encaixa com a prtica ou no, se til ou no, se conduz felicidade das pessoas, harmonia e paz no mundo ou no, ns a seguimos apenas porque a nossa crena. Mas seguir crenas cegamente, dogmaticamente, apenas uma receita para a violncia e o sofrimento.

Uma das coisas bonitas sobre o Budismo que me encorajaram a me tornar um Budista quando eu era jovem, e que at agora me mantm como um Budista, que o questionamento sempre incentivado. Voc no precisa acreditar. Em um dos textos antigos, o Buda deu um ensinamento para um dos seus monges principais, o venervel Sariputta. Depois de dar o ensinamento, o Buda perguntou: "Sariputta, voc acredita nisso que ensinei?" Sariputta, sem qualquer hesitao, disse: "No, eu no acredito nisso, porque eu no experimentei isso ainda". O Buda disse: "Muito bem! Muito bem! Muito bem!" Essa a atitude que deve ser incentivada em todos os discpulos, seja da religio ou da cincia. No acreditar, mas manter uma mente aberta, at ter a verdadeira experincia. Esta atitude vai contra o dogmatismo, contrria ao fundamentalismo, que no vemos apenas na religio, mas que tambm vemos na cincia.

"A eminncia de um grande cientista", diz o velho ditado, " medida por quanto tempo ele obstrui o progresso no seu campo."

O mais famoso cientista, quo mais proeminente seja, mais as suas opinies so tidas como verdade do evangelho. Sua fama impede que outras pessoas o desafiem, retardando chegar em uma "verdade" melhor. No Budismo, quando voc encontra uma verdade melhor, use-a de uma vez.

O Problema com o Dogmatismo

H uma histria antiga, da poca do Buda, sobre dois amigos que foram procura de um tesouro em uma cidade que tinha sido abandonada (DN 23.29). Primeiro eles encontraram algum cnhamo e decidiram fazer dois feixes de cnhamo e lev-los embora. Eles seriam capazes de vend-lo quando voltassem para casa. Logo depois de terem feito estes grandes feixes de cnhamo eles se depararam com tecido feito de cnhamo. Um dos homens disse: "Para que preciso de cnhamo? O tecido melhor". O outro homem disse: "No, isto j est bem amarrado, j carreguei isso por tanto tempo, vou continuar com a minha carga de cnhamo". Em seguida, eles encontraram linho, tecido de linho, algodo, e tecido de algodo, e cada vez o homem que carregava o cnhamo, dizia: "No, o cnhamo est bem para mim", enquanto seu amigo mudava de carga para o que era mais valioso. Mais tarde, eles encontraram prata, e em seguida ouro. Cada vez um dos homens sempre mudava o que ele estava carregando para algo melhor, mas o outro homem teimosamente manteve o seu feixe de cnhamo. Quando chegaram em casa, a famlia do homem que levava o ouro ficou muito satisfeita. Quanto ao homem que carregava o cnhamo, a sua famlia no ficou nada satisfeita! Por que no mudamos as nossas opinies, as nossas idias, quando vemos algo melhor? A razo por que no fazemos isso por causa do apego. Este o meu ponto de vista. Estamos confortveis com os velhos pontos de vista, mesmo sabendo que eles esto errados. Ns realmente no queremos mudar. s vezes a nossa auto-imagem est ligada a essas opinies. Como o cientista, que est apegado s suas realizaes, apegado ao que viu at agora, ele ou ela resistem s novas idias.

Esse o problema chamado dogmatismo. s vezes, quando falo sobre levitao, as pessoas dizem levitao no existe, apenas um mito. Espere at voc ver algum levitando! Se voc viu algum levitar, se os trs monges aqui levantam-se cerca de um metro, isso no seria algo desafiante?

Desculpe, no podemos fazer isso em pblico. contra as nossas regras. Uma das razes pelas quais no podemos demonstrar poderes psquicos na frente das pessoas porque se o fizssemos, algum provavelmente iria grav-lo em uma cmera de vdeo e envi-lo para um canal de televiso. Em seguida, todos, at mesmo do exterior, viriam a Perth. No para ouvir o Dhamma, no para ouvir sobre o Budismo, mas s para ver os monges fazerem seus truques. Ento, seramos pressionados a dar demonstraes o tempo todo. Seria como um circo, e no um templo. O ponto que os monges no esto aqui para demonstrar truques.

Mesmo se um monge faz algum milagre, muitas pessoas diriam: "Isso apenas um truque, foi feito com efeitos especiais. Eles no esto realmente levitando." Se voc no quiser acreditar, no ir acreditar. Este o problema com o dogmatismo. O que no queremos ver, no vemos. Quando no queremos acreditar, entramos em negao. por isso que digo que muitos cientistas esto em negao sobre a natureza da mente.

O Menino sem Crebro

Este um caso bem conhecido que lana um desafio para a cincia moderna. o caso do professor John Lorber e o estudante sem crebro. [1] O Professor Lorber era um neurologista da Universidade de Sheffield, que chefiava uma cadeira de pesquisa em pediatria. Ele fez uma srie de pesquisas sobre hidrocefalia, ou gua no crebro. O mdico do estudante na universidade percebeu que o jovem tinha a cabea um pouco maior do que uma cabea normal, e assim o encaminhou para o Professor Lorber, simplesmente por curiosidade. Quando fizeram um scanner do crebro do aluno viram que o seu crnio estava cheio, principalmente com fluido cerebrospinal. O estudante tinha um QI de 126, ganhou um diploma de primeira classe em matemtica, e era socialmente completamente normal. E no entanto o jovem no tinha praticamente nada de crebro. Esta no apenas uma fabricao; outras pesquisas encontraram mais pessoas sem crebro. Durante a primeira guerra mundial, quando houve tremenda carnificina nas trincheiras da Europa, soldados tiveram seus crnios literalmente explodidos por balas e estilhaos. Diz-se que os mdicos descobriram que algumas das cabeas rompidas desses cadveres estavam vazias. No havia crebro. A evidncia desses mdicos foi posta de lado por ser muito difcil de entender. Mas o professor Lorber foi em frente com as suas descobertas, e publicou-as, para grande perturbao da comunidade cientfica. Bilhes de dlares so destinados para as pesquisas sobre o crebro. Pontos de vista atuais sustentam que so os desequilbrios no crebro que causam as depresses, a falta de inteligncia, ou os problemas emocionais. E no entanto h evidncias que mostram no ser necessrio um grande crebro para ter uma mente excelente. Certa vez um amigo mdico em Sydney discutiu este caso comigo. Ele disse que tinha visto a tomografia computadorizada, e confirmou que o caso era bem conhecido na comunidade mdica. Ele explicou que o jovem s tinha aquilo que conhecido como tronco cerebral reptiliano. Normalmente, qualquer bebe que nasa com apenas o tronco cerebral reptiliano, sem o crtex e as outras coisas, geralmente morre imediatamente, ou dentro de poucos dias aps o nascimento. Um tronco cerebral reptiliano no capaz de manter as funes bsicas do corpo tais como o corao, a respirao, ou o fgado. No suficiente para manter as funes superiores do crebro. No suficiente para a linguagem, no suficiente para a inteligncia, certamente no suficiente para ser um estudante de primeira classe em matemtica. Este mdico disse, "Ajaan Brahm, voc no acredita o problema que isso est causando no meu campo da cincia. Destroa tantas pesquisas feitas no passado. Isso est desafiando tantas empresas farmacuticas que esto ganhando bilhes de dlares em lucros". Como os cientistas dogmticos no conseguem entender como uma pessoa praticamente sem crebro pode ser inteligente, eles simplesmente enterram os resultados no fundo do arquivo, classificando-a como uma anomalia. Mas a verdade no simplesmente desaparece.

A Mente e o Crebro

Assim que comeamos a incluir nas equaes a mente, esse "fantasma na mquina", os cientistas tendem a ficar desconcertados. Eles se refugiam no dogma, e dizem: "No, isso no pode existir".

No que diz respeito ao Budismo h seis sentidos. No apenas os cinco sentidos da cincia, ou seja, viso, audio, olfato, paladar e tato, mas alm disso, a mente. Desde o incio do Budismo, a mente tem sido o sexto sentido. Vinte e cinco sculos atrs, o sexto sentido era bem reconhecido. Portanto, isso no significa mudar as coisas para manter-se de acordo com os tempos modernos, foi assim desde o incio. O sexto sentido, a mente, independente dos outros cinco sentidos. Em particular, a mente independente do crebro. Se algum se vountariar a fazer um transplante de crebro comigo, voc pega o meu crebro e eu levo o seu crebro, ainda serei Ajaan Brahm e voc ainda vai ser voc. Quer experimentar? Se isso fosse possvel, e acontecesse, voc ainda seria voc. A mente e o crebro so duas coisas distintas. A mente pode fazer uso do crebro, mas no obrigatoriamente.

Alguns de vocs podem ter tido experincias fora do corpo. Essas experincias fora do corpo foram recentemente objeto de investigao cientfica. Experincias fora do corpo so agora um fato cientfico! Eu gosto de agitar as pessoas dizendo coisas assim. Recentemente vi que o Dr. Sam Parnia, pesquisador da Universidade de Southampton Medical School, escreveu um artigo, afirmando que a conscincia sobrevive morte. [2] Ele disse que no sabia como isso acontece, ou por que isso acontece, mas diz ele, isso acontece. Suas evidncias foram obtidas de pessoas que tiveram experincias fora do corpo no seu hospital. O Dr. Parnia, investigou e entrevistou muitos, muitos pacientes. Baseado na informao que eles lhe deram, avaliada por um cientista com a cabea fria, a concluso foi que sim, as pessoas estavam conscientes durante o tempo que elas estiveram mortas. O que foi especialmente muito convincente foi que com frequncia as pessoas de fato podiam descrever ao mdico os procedimentos mdicos que foram feitos durante o tempo em que elas estavam clinicamente mortas. Elas podiam descrev-lo como se estivessem olhando para o seu corpo a partir de uma posio acima da mesa. Mas o Dr. Parnia no pde explicar como isso acontece. Ele no pde explicar por que isso acontece. Mas outras descobertas mdicas tambm apiam o que foi descrito acima. Finalmente, as suas descobertas replicaram o trabalho desenvolvido anteriormente pelo Dr. Raymond A. Moody nos Estados Unidos. [3]

A evidncia mostrou aos mdicos pragmticos que experincias fora do corpo acontecem. Mas como isso pode acontecer? Se concordarmos que a mente pode ser independente do corpo, ento temos uma explicao plausvel. O crebro no precisa estar funcionando para uma mente existir. Os fatos cientficos a esto, a prova est a, mas um grande nmero de cientistas no gostam de admitir os fatos. Eles preferem fechar os olhos por causa do dogmatismo.

Venha e Veja por Voc Mesmo

Se tivssemos apenas uma pessoa que tenha sido confirmada como clinicamente morta que pudesse descrever para os mdicos, assim que ela tenha sido revivida, o que tinha sido dito e feito durante esse perodo de morte, isso no seria bastante convincente? Quando eu estava estudando a fsica de partculas elementares havia uma teoria que para provar a sua existncia necessitava do que foi chamado de partcula 'W'. No cclotron, em Genebra, o CERN financiou um projeto de pesquisa enorme, chocando tomos uns contra os outros com um enorme acelerador de partculas, para tentar encontrar uma dessas partculas 'W'. Eles gastaram literalmente centenas de milhes de libras no projeto. Eles encontraram uma, apenas uma partcula 'W'. Eu no acho que eles encontraram outra desde ento. Mas tendo sido encontrada uma partcula 'W', os pesquisadores envolvidos nesse projeto acabaram recebendo o prmio Nobel de Fsica. Eles provaram a teoria encontrando apenas uma partcula 'W'. Isso boa cincia. Apenas um suficiente para provar uma teoria.

Quando se trata de coisas que ns no queremos acreditar, uma experincia factual clara e inegvel chamada de anomalia. Anomalia uma palavra na cincia para alguma evidncia desconcertante que podemos esconder no fundo do arquivo e no olhar de novo, porque uma ameaa nossa viso do mundo. Isso ameaa aquilo que queremos acreditar. Ameaa o nosso dogma. No entanto, uma parte essencial do mtodo cientfico que as teorias tm que ser abandonadas em favor das evidncias, respeitando os fatos. O ponto que h evidncia de uma mente independente do crebro. Mas uma vez que essa evidncia seja aceita, e sigamos o mtodo cientfico, ento, muitas teorias entesouradas, o que chamamos de "vacas sagradas" tero que ser abandonadas.

Quando vemos algo que desafia alguma teoria, na cincia ou na religio, no se deve ignorar a evidncia. Temos que mudar a teoria para se adequar aos fatos. Isso o que fazemos no Budismo. Todo o Dhamma do Buda, tudo o que ele ensinou, se isso no se encaixa na experincia, ento no devemos aceit-la. No devemos aceitar as palavras do Buda em contradio com a experincia. Isso est claramente indicado no Kalama Sutta. (AN III.65) O Buda disse para no acreditar, porque est escrito nos livros, ou mesmo se eu disser isso. No basta acreditar porque tradio, ou porque soa bem, ou porque reconfortante. Certifique-se que se adapta sua experincia. A existncia da mente, independente do crebro, est de acordo com a experincia. Os fatos mostram isso.

s vezes, no entanto, no podemos confiar nos especialistas. Voc no pode confiar em Ajaan Brahm. Voc no pode confiar nas revistas cientficas. Porque muitas vezes as pessoas so tendenciosas. O Budismo lhe oferece um mtodo cientfico para a sua prtica. O Budismo diz, faa o experimento e descubra por voc mesmo se aquilo que o Buda disse verdade ou no. Confira a sua experincia. Por exemplo, desenvolva o mtodo para testar a verdade de vidas passadas e do renascimento. No basta acreditar com base na f, descubra por voc mesmo. O Buda ofereceu um experimento cientfico que pode ser repetido.

At entendermos a lei de kamma, que faz parte do Budismo, kamma ser apenas uma teoria. Voc acredita que existe um Deus "l em cima" que decide quando voc pode ser feliz ou infeliz? Ou tudo que acontece apenas fruto do acaso? Sua felicidade e seu sofrimento na vida, sua alegria, sua dor e decepes, so merecidas? Voc o responsvel ou ser culpa de algum? por mero acaso que somos ricos ou pobres? por m sorte que ficamos doentes e morremos em tenra idade? Porque? Voc mesmo pode encontrar a verdadeira resposta. Voc pode experimentar a lei de kamma atravs da meditao profunda. Quando o Buda sentou sob a figueira-dos-pagodes em Bodhgaya, os dois conhecimentos que ele obteve, pouco antes da sua iluminao, foi o conhecimento da verdade do renascimento com base na experincia e o conhecimento da Lei de kamma com base na experincia. Isto no foi teoria, no apenas mais pensamentos, e no algo elaborado a partir de discusses em torno da mesa do caf, isto foi a compreenso da natureza da mente com base numa profunda experincia. Voc tambm pode ter essa mesma experincia.

Todas as religies do mundo, exceto o Budismo, mantm a existncia de uma alma. Elas afirmam um "eu" real, uma "essncia de todo o ser", uma "pessoa", um "eu". O Budismo diz que no h um eu! Quem est certo? O que esse "fantasma na mquina"? uma alma, um ser, ou um processo? O que isso? Quando o Buda disse que no h ningum aqui, ele nunca intencionou que isso fosse apenas para ser acreditado, ele quis dizer que isso deve ser experimentado. O Buda disse, como um fato cientfico, que no existe um "eu". Mas, como qualquer fato cientfico, isso tem que ser experimentado, cada um por si mesmo, paccattam veditabbo viuhi. Muitos de vocs entoam essas palavras em pali todos os dias. a cincia bsica Budista. Voc tem que manter a mente aberta. Voc no acredita que h "no-eu", voc no acredita que h um "eu", ambas crenas so dogmatismo. Mantenha a mente aberta at concluir o experimento. O experimento a prtica de sila, samadhi e paa, (virtude, concentrao e sabedoria). O experimento a prtica Budista. Fazer os mesmos procedimentos experimentais que fez o Buda sob a figueira-dos-pagodes. Repita-o e veja se voc obtm os mesmos resultados. O resultado chamado Despertar.

Homens e mulheres tm repetido essa experincia muitas vezes ao longo dos sculos. no laboratrio da prtica Budista que surgem os Despertos, os Arahants. Os Arahants so os que fizeram o experimento e encontraram o resultado. por isso que o Budismo sempre foi o mtodo cientfico. a forma de saber por si mesmo a verdade do Despertar.

O Budismo tambm o mtodo cientfico para descobrir a verdade sobre a felicidade, aquilo no qual a maioria das pessoas esto interessadas. O que a felicidade? Faz pouco tempo alguns alunos da nossa escola islmica local vieram visitar nosso monastrio. Eu fiz um pequeno jogo com eles, que tambm foi uma maneira esclarecedora para demonstrar a existncia da mente. Eu estava tentando explicar o Budismo, ento eu lhes perguntei:

"Vocs esto felizes? Coloquem as suas mos para cima se vocs estiverem felizes agora".

Inicialmente no houve resposta. Em seguida, uma pessoa respondeu e levantou a mo.

"Ah! Voc esto todos infelizes?" Eu disse: "Apenas uma pessoa, vamos! Vocs esto felizes ou no?"

Mais alunos colocaram as mos para cima.

"Tudo bem, todas essas pessoas que colocaram as suas mos para cima dizendo que esto felizes, com o seu dedo indicador agora vocs podem apontar para essa felicidade? Vocs podem dar as coordenadas no espao?" Elas no conseguiram localizar essa felicidade.

difcil localizar a felicidade, no ? Voc j esteve deprimido? Da prxima vez que se sentir deprimido, tente apontar para esse sentimento com o dedo indicador! Voc vai descobrir que no ser capaz de localizar a depresso, ou a felicidade, no espao. No possvel dar as coordenadas, porque estas coisas residem na mente, no no corpo, no no espao. A mente no est localizada no espao. por isso que depois que a pessoa morre, se ela se torna um fantasma, poder aparecer em qualquer lugar do mundo imediatamente. As pessoas s vezes me perguntam: "Como isso pode acontecer?" Como pode uma pessoa que morre, digamos, em Nova York, aparece imediatamente em Perth? porque a mente no est localizada no espao, por isso. por isso que voc no pode apontar para a felicidade, voc no pode apontar para a depresso, mas ambas so reais. Voc est imaginando a felicidade? Voc imagina a depresso? So reais. Todos sabemos disso. Mas voc no pode localiz-las no espao tridimensional. Depresso, felicidade, e muitas outras coisas reais, tudo permanece no espao-mente.

A mente no est no crebro, no est no corao. Vimos que algum pode no ter crebro, mas ainda assim ter uma mente. Voc pode tirar o seu corao, e ter um corao binico, ou um transplante de corao, e voc ainda seria voc. Esta compreenso da mente a razo porque os Budistas no tm nenhuma objeo em relao clonagem. Voc deseja me clonar, v em frente! Mas no pense que se voc clonar Ajaan Brahm, ser capaz de ter um Ajaan Brahm que ir para Singapura esta noite, outro que ficar em Perth para a palestra da prxima sexta-feira, outro que ficar no monastrio Bodhinyana, outro que poder ir para Sydney, e outro que poder ir para Melbourne. Se voc me clonar, a pessoa que se parece comigo vai ter a personalidade, o conhecimento, inclinao e todo o demais completamente diferentes. As pessoas clonam carros Toyota da mesma forma. Eles parecem ser exatamente iguais, mas o desempenho depende realmente do motorista dentro do carro. Isso a clonagem, apenas replicar um corpo. Com certeza tem a mesma aparncia, mas o corpo tudo que uma pessoa ? Voc j viu gmeos idnticos? So gmeos idnticos, com a mesma personalidade? Eles tm a mesma inteligncia? As suas inclinaes so idnticas? Ser que pelo menos eles gostam da mesma comida? A resposta normalmente no.

Por que as pessoas tm tantos problemas com a clonagem? Clonem tanto quanto quiserem. Apenas sero criados mais corpos nos quais entraro fluxos de conscincia. Esses fluxos de conscincia vm de vidas passadas. Qual o problema? Nunca seremos capazes de prever o resultado. Suponha que tenha sido tirado o crebro de Einstien, extrada parte do DNA dele, e clonado um novo Einstien. Ele pode parecer o mesmo, mas eu garanto que ele no vai ser nem metade to inteligente.

Se as pessoas querem continuar com a pesquisa de clulas-tronco, que ir ajudar a humanidade, ento por que no? Na pesquisa com as clulas-tronco no h um "ser" envolvido. O "ser" ainda no surgiu. No Budismo, entende-se que o "ser" se estabelece no ventre da me, a qualquer momento, desde a concepo at o nascimento. s vezes, nem sequer se estabelece no tero e o feto natimorto. As objees pesquisa com clulas tronco so dogmticas, no cientficas, e sem compaixo. So tolas, naquilo que me diz respeito. Acho que algumas vezes arrancaria os cabelos se no fosse um monge.

Se algum quiser conhecer a evidncia cientfica para o renascimento, veja o trabalho do professor Ian Stevenson. Ele passou toda a sua vida na Universidade de Virginia pesquisando renascimentos com uma slida base cientfica. [4] Chester Carlson, o inventor da xerografia (incentivado por sua esposa), ofereceu os recursos para permitir que o Professor Stevenson se dedicasse em tempo integral nessa pesquisa. Se no fosse pelo fato de que as pessoas no querem acreditar no renascimento, o Dr. Ian Stevenson agora seria um cientista mundialmente famoso. Ele at passou alguns anos como professor visitante do Magdalene College, em Oxford, assim vocs podem ver que no se trata apenas de algum professor esquisito; ele tem todas as credenciais de um respeitado acadmico ocidental.

O Dr. Stevenson tem mais de 3000 casos em seus arquivos. Um exemplo interessante foi o caso muito claro de um homem que se lembrava muitos detalhes de sua vida passada, sem nenhuma possibilidade que ele pudesse ter obtido essas informaes de alguma outra fonte. Essa pessoa morreu apenas algumas semanas antes de ter renascido! O que levanta a questo, durante todos esses meses em que o feto estava no tero, quem era o feto? No que diz respeito ao Budismo, a me manteve o feto com o prprio fluxo de conscincia dela. Mas quando um outro fluxo de conscincia surgiu, ento o feto se tornou a nova pessoa. Esse um caso em que o fluxo de conscincia se estabeleceu no tero da me quando o feto estava quase completamente desenvolvido. Isso pode acontecer. Isso era compreendido pelo Budismo 25 sculos atrs. Se o fluxo de conscincia no se estabelecer no ventre da me, a criana um natimorto. H muitas evidncias que confirmam isso.

Cincia e Budismo

Quando um Budista olha atravs de um telescpio, ele no tem medo do que poder encontrar. Ele no tem medo da cincia. A cincia uma parte essencial do Budismo. Se a cincia for capaz de desmentir o renascimento, ento os Budistas deveriam abandonar a idia do renascimento. Se a cincia desmentir o no-eu, e mostrar que h um eu, ento todos os Budistas deveria abandonar o no-eu. Se a cincia provar que no h tal coisa como kamma, mas em vez disso, h um grande Deus no cu, ento, todos os Budistas deveriam acreditar em Deus. Isto , se for a cincia demonstrvel. O Budismo no tem vacas sagradas. No entanto, eu encorajo vocs a fazerem essas experincias por si mesmos. Aposto que vocs iro descobrir que no h "ningum aqui dentro". Vocs iro descobrir kamma. Vocs iro descobrir que estiveram aqui antes, que esta no a sua primeira vida. Se vocs no se comportarem nesta vida, ainda tero uma outra vida por vir. Vocs acham que deram um fim s fraldas, escola? Vocs realmente querem passar por tudo isso de novo? Se no quiserem, tomem cuidado.

Ento, aqui est o que penso sobre a cincia e o Budismo. Eu penso que o Budismo cincia pura, uma cincia que no pra "l fora", mas tambm investiga a mente, o "ser", o "fantasma na mquina". E no ignora quaisquer anomalias. O Budismo toma tudo como seus dados, especialmente das experincias, e os analisa cientificamente. O Budismo incrivelmente bem sucedido.

Uma das razes porque as pessoas celebram a cincia devido a todas as suas conquistas tecnolgicas. Uma das razes porque o Budismo est crescendo nos dias de hoje por causa de todas as suas realizaes na "tecnologia da mente". O Budismo resolve problemas. Explica as dificuldades mentais. O Budismo consegue resolver esses problemas internos, porque tem todas estratgias, essas antigas "engenhocas" que realmente funcionam. Se voc experimentar algumas dessas engenhocas Budistas, voc ir descobrir por si mesmo que elas do resultados, elas resolvem o sofrimento interior e a dor. por isso que o Budismo est crescendo. Eu penso que o Budismo ir suplantar a cincia!

 


 

Notas:

Baseado numa palestra dada para pessoas leigas no Dhammaloka Buddhist Centre, Nollamara, Western Australia, em 19.10.2001.

[1] Veja o artigo Is Your Brain Really Necessary? Science, Vol. 210, 12 Dezembro 1980, por Roger Lewin sobre as descobertas do Professor Lorber. [Retorna]

[2] Sam Parnia e Peter Fenwick, Resuscitation Journal, Vol. 52, Issue 1, Janeiro 2002, pag 5-11. Near death experiences in cardiac arrest: Visions of a dying brain or visions of a new science of consciousness. [Retorna]

[3] Raymond A. Moody, Life after life: The investigation of a phenomenon Survival of Bodily Death. Alexander Books: Alexander NC, USA, 1981, [Retorna]

[4] Dr. Ian Stevenson, Where Reincarnation and Biology Intersect. 1997, Praeger Publishers, New York, USA. [Retorna]

 

 

Revisado: 15 Junho 2013

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