Samyutta Nikaya XII.59

Viññana Sutta

Consciência

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Em Savatthi. “Bhikkhus, quando alguém permanece contemplando a gratificação nas coisas que agrilhoam, há o estabelecimento da consciência.[1] Com a consciência como condição, a mentalidade-materialidade (nome e forma) [surge]. Da mentalidade-materialidade (nome e forma) como condição, as seis bases dos sentidos. Das seis bases dos sentidos como condição, o contato. Do contato como condição, a sensação. Da sensação como condição, o desejo. Do desejo como condição, o apego. Do apego como condição, o ser/existir. Do ser/existir como condição, o nascimento. Do nascimento como condição, então o envelhecimento e morte, tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero surgem. Essa é a origem de toda essa massa de sofrimento.

“Suponham, bhikkhus, que houvesse uma grande árvore e todas as suas raízes espalhadas pela terra enviassem a seiva para cima. Sustentada por essa seiva, alimentada por ela, essa grande árvore se manteria em pé por muito tempo. Da mesma forma, quando alguém permanece contemplando a gratificação nas coisas que agrilhoam, há o estabelecimento da consciência ... Essa é a origem de toda essa massa de sofrimento.

“Quando, bhikkhus, alguém permanece contemplando o perigo nas coisas que agrilhoam, não há o estabelecimento da consciência. Da cessação da consciência, cessa a mentalidade-materialidade (nome e forma). Da cessação da mentalidade-materialidade (nome e forma), cessam as seis bases dos sentidos. Da cessação das seis bases dos sentidos, cessa o contato. Da cessação do contato, cessa a sensação. Da cessação da sensação, cessa o desejo. Da cessação do desejo, cessa o apego. Da cessação do apego, cessa o ser/existir. Da cessação do ser/existir, cessa o nascimento. Da cessação do nascimento, então o envelhecimento e morte, tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero, tudo cessa. Essa é a cessação de toda essa massa de sofrimento.

“Suponham, bhikkhus, que houvesse uma grande árvore. Então um homem viesse trazendo uma pá e um cesto. Ele cortaria a árvore pela raiz, cavaria e arrancaria todas as raízes, até mesmo as mais delgadas. Ele cortaria a árvore em pedaços, partiria os pedaços em pedaços menores e os reduziria a lascas. Depois ele secaria as lascas ao vento e ao sol, queimaria essas lascas no fogo e recolheria as cinzas. Tendo feito isso, ele deixaria as cinzas serem levadas pelo vento ou as jogaria na correnteza de um rio. Assim, aquela grande árvore teria sido cortada pela raiz, feita como um tronco de palmeira, eliminada de tal forma que não estará mais sujeita a um a um futuro surgimento.

“Da mesma forma, bhikkhus, quando alguém permanece contemplando o perigo nas coisas que agrilhoam, não há o estabelecimento da consciência ... Essa é a cessação de toda essa massa de sofrimento.”

 


 

Notas:

[1] No DN 15.21 é mencionado que se a consciência não se estabelecer no ventre da mãe, a mentalidade-materialidade (nome e forma) não será formada. [Retorna]

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Revisado: 4 Setembro 2004

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