Itivuttaka 112

Loka Sutta

O Mundo

Somente para distribuição gratuita.
Este trabalho pode ser impresso para distribuição gratuita.
Este trabalho pode ser re-formatado e distribuído para uso em computadores e redes de computadores
contanto que nenhum custo seja cobrado pela distribuição ou uso.
De outra forma todos os direitos estão reservados.

 


Isto foi dito pelo Abençoado, dito pelo Arahant, assim ouvi: “O Tathagata despertou completamente para o mundo. [1] Do mundo, o Tathagata está desunido. O Tathagata despertou completamente para a origem do mundo. A origem do mundo foi abandonada pelo Tathagata. O Tathagata despertou completamente para a cessação do mundo. A cessação do mundo foi realizada pelo Tathagata. O Tathagata despertou completamente para o caminho para a cessação do mundo. O caminho para a cessação do mundo foi desenvolvido pelo Tathagata.

“Tudo aquilo no mundo, com os seus devas, maras e brahmas, esta população com seus contemplativos e brâmanes, seus príncipes e o povo, tudo aquilo que é visto, ouvido, sentido, conscientizado, buscado, procurado, ponderado pela mente: o Tathagata despertou completamente para tudo isso. Por isso ele é chamado o Tathagata. [2]

“Desde a noite em que o Tathagata despertou completamente para a insuperável perfeita iluminação até a noite na qual ele realize o parinibbana, tudo aquilo que o Tathagata disse, falou, explicou é assim (tatha) e não de outra forma. Por isso ele é chamado o Tathagata.

“O Tathagata é aquele que age de acordo (tatha) com o que ensina, aquele que ensina de acordo com as suas ações. Por isso ele é chamado o Tathagata.

“Neste mundo, com os seus devas, maras e brahmas, esta população com seus contemplativos e brâmanes, seus príncipes e o povo, o Tathagata é o Conquistador, o Não-conquistado, Omnisciente, Todo Poderoso. [3] Por isso ele é chamado o Tathagata.”

Compreendendo de modo direto o mundo,
todo o mundo como na verdade este é,
do mundo ele está desunido,
incomparável em todo o mundo:
conquistando tudo
de todas as formas,
iluminado,
libertado de todos os grilhões,
ele toca a paz incomparável —
nibbana, livre
do medo.

Ele está livre das impurezas,
dos problemas,
desperto,
as dúvidas eliminadas;
ele alcançou o fim das ações,
libertado com a destruição das aquisições.
Ele é abençoado, desperto,
um leão, insuperável.
No mundo com os seus devas
ele coloca em movimento a roda de Brahma. [4]

Assim seres divinos e humanos
que buscaram refúgio no Buda,
se reúnem e homenageiam
o supremo, totalmente amadurecido:

‘Domesticado, ele é o melhor
entre aqueles que podem ser domesticados,
calmo, o sábio
daqueles que podem ser acalmados,
libertado, supremo
entre aqueles que podem ser libertados;
que atravessou, o primeiro
daqueles que são capazes de atravessar.’

Assim eles homenageiam
o supremo, totalmente amadurecido:

‘Neste mundo com os seus devas,
não há ninguém
que se compare
a você.’

 


 

Notas:

[1] O SN XXXV.82 define o “mundo” como as seis bases internas e externas e as respectivas consciências e o respectivo contato e qualquer coisa que surja na dependência desse contato experimentado como prazer, dor ou nem prazer, nem dor. [Retorna]

[2] Veja o AN. IV.24 e o DN 29.29. [Retorna]

[3] Esses epítetos em geral são associados ao Grande Brahma. Veja o DN 1.2.5. [Retorna]

[4] A Roda de Brahma = Roda do Dhamma. [Retorna]

 

 

Revisado: 2 Setembro 2006

Copyright © 2000 - 2017, Acesso ao Insight - Michael Beisert: editor, Flávio Maia: designer.