Anguttara Nikaya AN V.48

Alabbhaniyathana Sutta

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"Bhikkhus, existem essas cinco situações que não podem ser obtidas por um contemplativo ou um brâmane, por um deva, Mara, ou Brahma, ou por qualquer pessoa no mundo. Quais cinco? (1) 'Que aquilo que está sujeito à velhice não envelheça!': Esta é uma situação que não pode ser obtida por um contemplativo ou um brâmane, por um deva, Mara, ou Brahma, ou por qualquer pessoa no mundo. (2) 'Que aquilo que está sujeito à enfermidade não enferme!': Esta é uma situação que não pode ser obtida por um contemplativo ... ou por qualquer pessoa no mundo. (3) 'Que aquilo que está sujeito à morte não morra!': Esta é uma situação que não pode ser obtida por um contemplativo ... ou por qualquer pessoa no mundo. (4) 'Que aquilo que está sujeito à destruição não seja destruído!': Esta é uma situação que não pode ser obtida por um contemplativo ... ou por qualquer pessoa no mundo. (5) 'Que aquilo que está sujeito à perda não seja perdido!': Esta é uma situação que não pode ser obtida por um contemplativo ou um brâmane, por um deva, Mara, ou Brahma, ou por qualquer pessoa no mundo.

(1) "Bhikkhus, para a pessoa comum sem instrução, aquilo que está sujeito à velhice, envelhece. Quando isso acontece, ela não reflete assim: 'eu não sou a única para quem o que está sujeito à velhice, envelhece. Para todos os seres que vêm e que vão, que falecem e renascem, o que está sujeito à velhice, envelhece. Se eu ficasse triste, definhasse, lamentasse, chorasse, batesse no meu peito e me torna-se confusa porque aquilo que está sujeito à velhice, envelhece, eu perderia o apetite e os traços no meu rosto afeariam. Eu não seria capaz de realizar o meu trabalho, os meus inimigos ficariam felizes e os meus amigos ficariam tristes.' Assim, quando aquilo que está sujeito à velhice, envelhece, ela fica triste, definha, lamenta, chora, bate no peito e se torna confusa. Essa é chamada a pessoa comum sem instrução, lancinada pela flecha venenosa da tristeza, que apenas atormenta a si mesma.

(2) "Mais uma vez, para a pessoa comum sem instrução, aquilo que está sujeito à enfermidade, enferma ... (3) ... aquilo que está sujeito à morte, morre ... (4) ... aquilo que está sujeito à destruição é destruído ... (5) ... aquilo que está sujeito à perda é perdido. Quando isso acontece, ele não reflete assim: 'eu não sou a única para quem o que está sujeito à perda é perdido. Para todos os seres que vêm e que vão, que falecem e renascem, o que está sujeito à perda é perdido. Se eu ficasse triste, definhasse, lamentasse, chorasse, batesse no meu peito e me torna-se confusa porque aquilo que está sujeito à perda é perdido, eu perderia o apetite e os traços no meu rosto afeariam. Eu não seria capaz de realizar o meu trabalho, os meus inimigos ficariam felizes e os meus amigos ficariam tristes.' Assim, quando aquilo que está sujeito à perda é perdido, ela fica triste, definha, lamenta, chora, bate no peito e se torna confusa. Essa é chamada a pessoa comum sem instrução, lancinada pela flecha venenosa da tristeza, que apenas atormenta a si mesma.

(1) "Bhikkhus, para o nobre discípulo bem instruído, aquilo que está sujeito à velhice, envelhece. Quando isso acontece, ele reflete assim: 'eu não sou o único para quem aquilo que está sujeito à velhice, envelhece. Para todos os seres que vêm e que vão, que falecem e renascem, o que está sujeito à velhice, envelhece. Se eu ficasse triste, definhasse, lamentasse, chorasse, batesse no meu peito e me torna-se confuso porque aquilo que está sujeito à velhice, envelhece, eu perderia o apetite e os traços no meu rosto afeariam. Eu não seria capaz de realizar o meu trabalho, os meus inimigos ficariam felizes e os meus amigos ficariam tristes.' Assim, quando aquilo que está sujeito à velhice, envelhece, ele não fica triste, não definha, não lamenta, não chora, não bate no peito e não se torna confuso. Esse é chamado um nobre discípulo bem instruído que extraiu a flecha venenosa da tristeza, pela qual lancinada a pessoa comum sem instrução apenas atormenta a si mesma. Livre da tristeza, sem flechas, o nobre discípulo realiza Nibbana.

(2) "Mais uma vez, para o nobre discípulo bem instruído, aquilo que está sujeito à enfermidade, enferma ... (3) ... aquilo que está sujeito à morte, morre ... (4) ... aquilo que está sujeito à destruição é destruído ... (5) ... aquilo que está sujeito à perda é perdido. Quando isso acontece, ele reflete assim: 'eu não sou o único para quem aquilo que está sujeito à perda é perdido. Para todos os seres que vêm e que vão, que falecem e renascem, o que está sujeito à perda é perdido. Se eu ficasse triste, definhasse, lamentasse, chorasse, batesse no meu peito e me torna-se confuso porque aquilo que está sujeito à perda é perdido, eu perderia o apetite e os traços no meu rosto afeariam. Eu não seria capaz de realizar o meu trabalho, os meus inimigos ficariam felizes e os meus amigos ficariam tristes.' Assim, quando aquilo que está sujeito à perda é perdido, ele não fica triste, não definha, não lamenta, não chora, não bate no peito e não se torna confuso. Esse é chamado um nobre discípulo bem instruído que extraiu a flecha venenosa da tristeza, pela qual lancinada a pessoa comum sem instrução apenas atormenta a si mesma. Livre da tristeza, sem flechas, o nobre discípulo realiza Nibbana.

"Essas bhikkhus, são as cinco situações que não podem ser obtidas por um contemplativo ou um brâmane, por um deva, Mara, ou Brahma, ou por qualquer pessoa no mundo."

 


 

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Revisado: 10 Novembro 2012

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